NESTA TERÇA-FEIRA (29/09) OS RADARES ESTARÃO OPERANDO NOS SEGUINTES LOCAIS:

RADAR 1 - RUA MIGUEL PETRONI (RODOVIA/CENTRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H;

RADAR 2 - RUA JOAQUIM RODRIGUES BRAVO (CENTRO/BAIRRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 50 KM/H;

RADAR 3 - AVENIDA COMENDADOR ALFREDO MAFFEI (BAIRRO/CENTRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H.

 

 

Estar entre as 70 cidades mais inteligentes do Brasil, conforme o Ranking Connect Smart Cities (CSC) 2020 divulgado no último dia 8 de setembro, não deixa de ser motivo de comemoração, embora na série histórica São Carlos tenha ficado aquém do seu potencial de Capital Nacional da Tecnologia.

Essa avaliação é feita pelo mestre e doutor em sistemas locais de inovação e cidades inteligentes e humanas e, também, vice-presidente de relações governamentais da Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas, Marcos Alberto Martinelli. O pesquisador é são-carlense e presidiu a Associação Comercial até 2007 e foi secretário de Desenvolvimento Sustentável, Ciência e Tecnologia de São Carlos até 2011.

“Até 2015 nós colhemos os frutos de um ciclo virtuoso da cidade, resultado do trabalho das nossas instituições e que nos colocava entre as 50 melhores ranqueadas em 2015, início da série histórica da pesquisa. Infelizmente, tivemos uma interrupção nos cuidados com a ‘Capital da Tecnologia´ e caímos muitas posições enquanto outros municípios, com menor tradição nesse aspecto, avançaram nos últimos anos”, salienta Martinelli.

Em 2015, quando o ranking começou a ser divulgado, São Carlos apareceu num destacado 42º lugar. No ano seguinte, figurou na posição 46; em 2017, 82; em 2018, 54. Um novo “tombo” foi registrado no ano passado, quando a cidade caiu novamente para a posição 80. Para o especialista, o que explica a boa posição em 2015 foram as políticas públicas locais alinhadas com as instituições de ensino e pesquisa do município.

“Se aquele ritmo tivesse sido mantido, hoje estaríamos muito mais avançados com relação a outros municípios”, avalia. Para Martinelli, que pelo segundo ano consecutivo foi um dos conferencistas do Connected Smart Cities, é possível uma retomada. “Depende do ponto de vista, o copo pode estar meio cheio ou meio vazio. É possível, com estratégia correta, recuperar o espaço perdido entre as médias cidades brasileiras”, detalha.

Segundo o pesquisador, há muita confusão entre os gestores municipais sobre o conceito de cidades inteligentes, que decidem por projetos em seus gabinetes e deixam de fora a participação popular. “A cidades inteligentes e humanas é a pulação urbanizada, capaz de compreender, aprender e resolver-se frente aos novos desafios sociais e tecnológicos, mas pautado pelo bem-fazer compassivo”. Ou seja, a tecnologia deve ser empregada, prioritariamente, para amenizar as mazelas que atingem a população, deve-se ter compaixão pelos menos afortunados.

Martinelli acredita que o tema deveria ganhar destaque no debate eleitoral que irá se iniciar em breve. Para ele, as cidades brasileiras poderiam avançar muito se de fato aplicassem o conceito de cidade inteligente. “Demonstrar vontade política e capacitar os servidores municipais podem melhorar de maneira surpreendente a gestão de uma prefeitura”, finaliza o pesquisador que atualmente é um dos membros mais antigos do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CNCT), órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), responsável pela formulação e implementação da Política Nacional de Ciência e Tecnologia.

Ranking – Neste ano, São Carlos teve destaque em educação, tecnologia, empreendedorismo e economia no relatório feito pelas empresas Necta e Urban Systems, cujo objetivo é mapear os municípios com maior potencial de desenvolvimento no país. Uma série de indicadores são avaliados para somar a pontuação total de 69,5. São Carlos obteve 29,9. 



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