Depois do término da greve dos servidores públicos que gerou embates calorosos na Câmara Municipal, a polêmica da vez agora é o projeto da Prefeitura de São Carlos que propõe mudar o nome do Restaurante Popular para “Nosso Prato” e alterar as regras de acesso ao programa. O Projeto a pedido da vereadora Raquel Auxiliadora foi retirado da pauta devido ao regime de urgência em que a proposta foi protocolada.
O que diz o Projeto
O “Programa Municipal Nosso Prato – São Carlos” será conduzido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural e Bem-Estar Animal e substituirá na sua íntegra o Programa “Restaurante Popular de São Carlos” instituído pela Lei Municipal n° 14.358 de 17 de dezembro de 2007.
O que diz o Projeto II
O objetivo do Programa é ofertar refeições nutricionalmente adequadas pelo preço fixo de R$ 1,00 (um real) à população comprovadamente de baixa renda, em situação de vulnerabilidade social ou de insegurança alimentar e nutricional.
Quem terá direito
O acesso ao “Programa Municipal Nosso Prato – São Carlos” será voltado exclusivamente para a população inscrita no cadastro único do Governo Federal para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com exceção do público mencionado nas alíneas do artigo 3º da presente Lei.
Artigo 6° do Projeto
A minuta do Projeto cita em seu artigo 6° que as unidades dos Restaurantes Populares que forem implementadas, serão gerenciadas e fiscalizadas pelo Poder Executivo, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural e Bem-Estar Animal, que poderá terceirizar o seu funcionamento, através de procedimento licitatório, com a finalidade de contratar uma empresa especializada no ramo de cozinha industrial para a preparação, porcionamento e o fornecimento das refeições, assim como à contratação de empresa especializada no transporte das refeições.
Ele falou
O projeto foi alvo de críticas por restringir a alimentação gratuita à população mais vulnerável e pela falta de estudos técnicos sobre impacto social e orçamentário. Na tribuna, o vereador Paraná Filho que estava quietinho nos últimos tempos, não aguentou e criticou o projeto que, segundo ele, restringe o acesso à alimentação nos Restaurantes Populares.
Isso é chato
O projeto restringe o acesso aos restaurantes, limitando principalmente às pessoas cadastradas no CadÚnico. Na prática, isso pode deixar de fora trabalhadores, famílias e pessoas que estão passando por necessidades, mas não aparecem no cadastro.
Só para lembrar
Os restaurantes populares de São Carlos estão fechados desde maio de 2025, em razão da reforma da cozinha piloto e até hoje permanecem fechados.
Sendo assim
Essa história de Restaurante Popular em São Carlos ainda vai dar muito o que falar.
Dando o que falar
O fechamento de um dos principais acessos da Represa do 29 em São Carlos, alterou a rotina de frequentadores e trouxe à tona um impasse recorrente entre uso público e preservação ambiental. Desde semana passada os usuários da represa se depararam com um portão instalado em um dos caminhos mais utilizados para entrada na área.
Turismo e degradação
A restrição ocorre em um ponto considerado tradicional dos são-carlenses que frequentavam o local para lazer, prática esportiva e convivência ao ar livre. A mudança repentina gerou questionamentos entre moradores sobre o direito de circulação e o futuro da utilização do espaço.
O que ocorreu
O que houve é que a Justiça de São Carlos proferiu decisão parcialmente favorável em uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo que trata da degradação ambiental no entorno da Represa do 29 que é uma área considerada de preservação permanente.
Danos ambientais
A decisão reconhece a ocorrência de danos ambientais causados pelo uso irregular da região, incluindo descarte de lixo, abertura de clareiras e circulação de veículos em área de Cerrado. O processo envolve proprietários de áreas próximas ao reservatório, além de uma concessionária de energia e o município.
Providências
O Judiciário determinou que os responsáveis apresentem projetos de recuperação ambiental aos órgãos competentes e executem as medidas dentro de prazos estabelecidos. Não foi imposto, no entanto, um modelo específico de recuperação, ficando a definição técnica a cargo das análises ambientais.
Caçambas
Na semana passada foi divulgado que o Ministério Público do Estado de São Paulo havia instaurado um inquérito civil para apurar possíveis irregularidades na instalação de caçambas de lixo móvel em vias públicas de São Carlos. A medida foi motivada por representação apresentada por um advogado da cidade que apontou riscos à segurança viária, especialmente pela falta de sinalização adequada nesses equipamentos.
Problemas apontados
Na representação foi citado aquilo que todo mundo já sabe. Que as caçambas apresentam faixas refletivas insuficientes ou inadequadas, que estão posicionadas em locais impróprios, como esquinas ou em distância inferior à recomendada, que elas não possuem nenhum sistema ou método que garanta a não movimentação descontrolada das mesmas entre outras coisas.
Recomendou
Por esse motivo o MP recomendou a Prefeitura e ao SAAE a suspensão temporária do programa, mediante o recolhimento provisório das caçambas, “para assegurar o afastamento dos riscos à coletividade já mencionados e demonstrados na representação ofertada e documentação que a acompanha, bem como para a consequente desobstrução das calçadas e faixas de pedestres e, garantir distanciamento mínimo de esquinas, até que seja reavaliada tecnicamente, em conjunto com esta Promotoria de Justiça, a sistemática e modo de instalação delas”.
Prazos
O MP deu ainda um prazo máximo de 20 dias (a contar de 25 de abril, data do documento do MP) para fornecer a Promotoria as seguintes informações: se houve realização estudo técnico que tenha embasado a implantação e localização de tais caçambas, com remessa, em caso positivo, de cópia do mesmo, devendo ficar esclarecido, especialmente, quais critérios adotados para determinação da localização delas; se houve análise nesses estudos sobre a necessária observância das normas de trânsito e acessibilidade para determinação dessas localizações.
Outro lado
Questionado sobre o documento do MP, o SAAE através de sua assessoria informou que o fato se tratava apenas de uma recomendação e que não havia ainda uma decisão judicial e que por esse motivo o serviço continuará sendo mantido.
Projeto Memória Restaurada
No próximo sábado (09) a partir das 10 horas, acontece o evento de lançamento do “Projeto Memória Restaurada”, com a reinauguração da réplica da placa inaugural do marco rotário do Rotary Club de São Carlos – Pinhal. O evento, gratuito e aberto ao público, ocorre na Av. São Carlos, na altura do Cemitério Nossa Senhora do Carmo.
Objetivo
O "Projeto Memória Restaurada" tem como objetivo recolocar réplicas de placas comemorativas e de inauguração de obras e locais históricos que foram furtadas. “A retirada dessas placas privou os cidadãos do conhecimento de sua história, afetando o senso de pertencimento à cidade. Além disso, o projeto busca discutir a importância dessas peças e encontrar maneiras de protegê-las, combatendo o furto e exigindo ações das autoridades contra os receptadores”, explica Celso Rizzo, sócio do Rotary-Pinhal.
Reconhecimento
O CPP realizou, na manhã desta terça-feira (05/05), uma homenagem especial aos alunos, professores e à direção da Escola Estadual Sebastião de Oliveira Rocha pela conquista da medalha de ouro no Creativity and Innovation Award (ICIA) 2026 Global Round, no Camboja — um dos mais importantes eventos internacionais de inovação educacional.
Que orgulho
A escola foi a única instituição pública brasileira convidada para o encontro e conquistou reconhecimento mundial com o projeto de biodigestores, desenvolvido pelos alunos, que transforma resíduos orgânicos em biogás e biofertilizante. Parabéns a todos os envolvidos.
Nas ruas
O prefeito Netto Donato pelo visto adotou de vez a política de ver a cidade como ela realmente é. É constante sua presença nas ruas, ouvindo a população, verificando o trabalho que realizado e também constatando alguns, dos vários problemas que uma cidade como São Carlos enfrenta. Isso é bom, para ele, para população e para a cidade. É isso aí Netto!
Lógico que tem
As pessoas que acham que protestam, dizem que isso é para aparecer, fazer política populista etc...Mas cá entre nós, se ele não sai é criticado, se sai, também é criticado. Se viaja é criticado, se não viaja também é criticado. Fica difícil né!
Será?
O tradicional Rodeio de Ibaté, resgatado na gestão do saudoso Zé Parrella, corre o risco de não acontecer novamente em 2026. Até o momento, a prefeitura não se manifestou oficialmente sobre a festa, que costuma celebrar o aniversário da cidade em 24 de junho.
Até quando
O que acontece no trecho da avenida Professor Luís Augusto de Oliveira no trecho entre as ruas Anita Stela e Rotary Clube, onde somente neste quarteirão é permitido o estacionamento, transformando a via em mão única, formando um gargalo. Afinal desde da rodovia Engenheiro Thales de Lorena Peixoto Jr. (SP-318) até a rua César Ricome, na região do terminal rodoviário, sentido Centro, não é permitido o estacionamento de veículos do lado direito desta avenida.
Até quando II
No referido trecho havia uma placa de "proibido estacionar", mas elas simplesmente foram retiradas. E aí secretário Michael Yabuki, vamos continuar fazendo de conta que ninguém viu nada neste trecho?
Até sexta
Se você decidir apenas em ser feliz, tenha plena certeza de que todas as outra decisões ficarão muito mais fáceis! Fale com a gente: [email protected]