Após representação de Raquel Auxiliadora, Ministério Público abre inquérito civil para investigar licitação da merenda em São Carlos

Atuação da vereadora leva caso ao MP, que vê indícios que justificam apuração formal sobre a terceirização da alimentação escolar

Por Assessoria da Parlamentar
4 Min
Após representação de Raquel Auxiliadora, Ministério Público abre inquérito civil para investigar licitação
Após representação de Raquel Auxiliadora, Ministério Público abre inquérito civil para investigar licitação da merenda

A atuação da vereadora Raquel Auxiliadora na defesa da merenda escolar de São Carlos ganhou novo desdobramento: o Ministério Público instaurou inquérito civil para apurar possíveis irregularidades no processo de licitação da alimentação escolar da rede municipal. A medida foi adotada após representação apresentada pela parlamentar e confirma que os questionamentos levantados por seu mandato eram graves o suficiente para justificar investigação formal.

Na portaria, o Ministério Público aponta uma série de problemas que precisam ser esclarecidos no Pregão Eletrônico nº 015/2026, entre eles falhas no planejamento, ausência de demonstração de economicidade, insuficiência orçamentária, inexistência de comparativo entre modelos de execução, riscos da adoção de lote único, fragilidades envolvendo a agricultura familiar e a transferência de tarefas de fiscalização para diretores escolares. Segundo o promotor, esses elementos podem, em tese, comprometer a efetividade da política pública de alimentação escolar e afetar direitos fundamentais de crianças e adolescentes da rede municipal.

A decisão do MP reforça o peso político e institucional da denúncia apresentada por Raquel, que desde o início sustenta que a merenda escolar não pode ser tratada com improviso, falta de transparência ou lógica de mercado. O inquérito também desmonta qualquer tentativa de minimizar os alertas feitos pela vereadora, já que o próprio Ministério Público considerou necessário abrir apuração formal para analisar a condução da licitação.

“Quando eu levei esse caso ao Ministério Público, fiz isso porque estávamos diante de um processo cheio de lacunas, dúvidas e riscos. Agora, a instauração do inquérito mostra que nossa preocupação era séria e fundamentada. Estamos falando da alimentação de milhares de estudantes. Merenda não é negócio. É direito”, afirma Raquel.

Além de abrir o inquérito, o Ministério Público determinou o envio de ofício ao prefeito para ciência e requisitou ao secretário municipal de Educação, Roselei Françoso, que apresente explicações e documentos em 15 dias úteis. Entre os pontos cobrados estão a suficiência orçamentária da licitação, a compatibilidade com LOA, LDO e PPA, a estimativa de impacto financeiro, os estudos que sustentam a terceirização, a metodologia da pesquisa de preços, a justificativa do lote único, o fluxo da agricultura familiar, a transferência da fiscalização às escolas e o papel da Cozinha Piloto no atual sistema de alimentação escolar.

O MP também requisitou cópia integral do processo administrativo do pregão, incluindo estudo técnico preliminar, termo de referência, pareceres, notas técnicas, análises orçamentárias, avaliações de risco e demais documentos que embasaram a modelagem da contratação.

Para Raquel, a abertura do inquérito mostra a importância de um mandato atento, fiscalizador e comprometido com os direitos da população. “Nosso papel é justamente esse: agir antes que o prejuízo aconteça. Defender a merenda é defender dignidade, cuidado e o direito dos estudantes a uma alimentação escolar segura e de qualidade. Vamos seguir acompanhando cada passo desse processo”, declara.

A iniciativa da vereadora coloca no centro do debate público um tema essencial para São Carlos e evidencia que fiscalização séria faz diferença. Ao provocar a atuação do Ministério Público, Raquel transforma preocupação em ação concreta e reafirma que o interesse público precisa estar acima de qualquer pressa administrativa ou projeto de terceirização sem respostas claras.


Notícias Relacionadas »