01/10/2023 às 13h30min - Atualizada em 01/10/2023 às 13h30min

Outubro Rosa: Mastologista da Santa Casa esclarece dúvidas e reforça importância da prevenção contra o Câncer de Mama

Excluindo os tumores de pele não melanoma, a doença é a mais incidente em mulheres do Brasil

Outubro Rosa: Mastologista da Santa Casa esclarece dúvidas e reforça importância da prevenção contra o Câncer de Mama
O Outubro Rosa é um movimento internacional que tem como objetivo conscientizar a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. A mastologista da Santa Casa Clínicas, Dra. Thalita Saraiva, esclareceu as principais dúvidas sobre a doença, tratamento e como se prevenir (veja abaixo).

Excluindo os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama é o mais incidente em mulheres de todas as regiões do Brasil, com estimativa de 73.610 novos casos em 2023, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação desordenada de células anormais da mama, que forma um tumor com potencial de invadir outros órgãos. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento para o câncer de mama em Unidades Hospitalares especializadas.

Há vários tipos de câncer de mama. Alguns têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem lentamente. A maioria dos casos, quando tratados adequadamente e em tempo oportuno, apresentam bom prognóstico e possibilitam melhores resultados estéticos.

CONFIRA AS RESPOSTAS PARA AS PRINCIPAIS DÚVIDAS SOBRE O TEMA:

Quais os principais fatores de risco e o que aumentam as chances de desenvolver a doença?

Os principais fatores de risco para desenvolver o câncer de mama são idade e pertencer ao sexo feminino. Com avançar da idade, a mulher apresenta maiores chances de vir a desenvolver um câncer de mama e por este motivo indicamos o rastreamento anual a partir dos 40 anos. Outros fatores que também aumentam os riscos são alcoolismo, mulheres que não tiveram filhos ou que tiveram primeira gestação após os 30 anos, exposição prolongada ao hormônio estrógeno tanto na menarca precoce, que é a primeira menstruação da mulher antes dos 12 anos, quanto na menopausa tardia após os 55 anos, além do uso de anticoncepcionais e terapia de reposição hormonal. Pacientes que apresentam histórico familiar ou pessoal positivo para mutações genéticas são consideradas populações de alto risco para o desenvolvimento de câncer de mama.
 
Quais são os sintomas mais comuns do câncer de mama?

O sintoma mais comum que a paciente relata no consultório é a palpação de nódulos nas mamas, mas existem outros sinais e sintomas que merecem atenção: a mama avermelhada associada a edema, conhecido como aspecto em casca de laranja, outras alterações na pele da mama como abaulamentos ou retrações, saída de líquido transparente ou sanguinolento espontaneamente pelo mamilo. Então nosso objetivo é que as pacientes cheguem ao nosso consultório e que diagnostique a doença antes mesmo de apresentar qualquer sinal ou sintoma.
 
Como a detecção precoce desempenha um papel crucial no tratamento do câncer de mama?

Como diz a campanha da Sociedade Brasileira de Mastologia, quanto mais cedo melhor. A detecção precoce permite diagnosticar câncer de mama muitas vezes assintomático e lesões não palpáveis. Isso interfere diretamente nos tratamentos indicados, muitas vezes realizando cirurgias menores, sem comprometimento do volume da mama, na necessidade ou não do uso de quimioterapia. Lembrando que cada tratamento é individualizado, quando o câncer de mama é diagnosticado precocemente a taxa de cura fica em torno de 95%.
 
Qual a importância e quando realizar a mamografia?

Na população em geral, indicamos a realização de uma mamografia anualmente a partir dos 40 anos. Já para a população de alto risco, que são aquelas mulheres que possuem mãe ou irmã com casos de câncer de mama antes dos 50 anos, histórico pessoal ou familiar conhecido de mutações genéticas e alguns resultados de biópsias com atipias, é indicado realizar o rastreamento antes dos 40 anos e associada a outros métodos de imagem, como por exemplo a ressonância magnética das mamas. Para a população de alto risco é importante passar em consulta com o médico mastologista para saber mais informações sobre o histórico do paciente e definir qual é a melhor idade para a paciente começar o rastreamento, além de quais exames de imagem serão necessários.
 
Quais são as opções de tratamento disponíveis para pacientes diagnosticadas com câncer de mama?

Hoje em dia existem muitas opções de tratamento para o câncer de mama. Temos o tratamento cirúrgico, as quimioterapias endovenosas, que podem ser realizadas antes ou depois da cirurgia, a radioterapia, as quimioterapias orais, que são as endocrinoterapia, dentre elas as mais comuns são tamoxifeno e anastrozol, as terapias Anti-Her2, mais conhecidas pelas pacientes como “vacina” e as mais recentes imunoterapias. Temos muitas opções de tratamentos e a necessidade deles vai depender da extensão da doença, do tipo do tumor, do perfil imunoistoquímico. Cada caso é um caso e o tratamento é individualizado.
 
O homem também pode ter câncer de mama?

O homem também pode ter câncer de mama, a sua incidência é bem rara, em torno de 1 a 2% dos casos. Quando ocorre geralmente é decorrente de mutação genética, histórico muito forte de câncer de mama na família, inclusive em outros homens da mesma família. Entretanto, o homem não precisa fazer rastreamento com uma mamografia, devendo ficar atento ao seu corpo, autoexame e procurar ajuda médica quando suspeitar de algo.
 
Qual é o impacto do estilo de vida, incluindo dieta e atividade física, na prevenção do câncer de mama?

Sabendo quais são os fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de mama e conseguir evitá-los, ou pelo menos reduzir, é uma ótima estratégia para redução do risco. A mulher adotando um estilo de vida saudável, praticando atividade física, mantendo o peso corporal adequado, alimentação saudável, balanceada com muitas frutas, verduras, legumes, não fumar, não beber, amamentar, todas essas medidas são benéficas para reduzir os riscos, não somente para o câncer de mama, mas outras doenças crônicas também como diabetes e hipertensão.

 
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