Marcos Palermo faz balanço positivo de sua gestão na Secretaria da Saúde

Ele comandou a pasta por cinco anos e três meses e disse ter saído com duas frustações, montar um Pronto Socorro pediátrico e um de saúde da mulher Saúde

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Em um artigo publicado na edição desta quinta-feira (17) do Jornal Primeira Página, o ex-secretário municipal da Saúde, Marcos Palermo, que deixou o cargo na última sexta-feira (11), fez um balanço do seu trabalho na pasta que comandou por cinco anos e três meses.

Palermo disse que foi chamado pelo prefeito Airton Garcia em 2.017 quando a saúde do município passava por dificuldades graves, como fechamento de duas unidades de pronto atendimento além do alto índice de mortalidade infantil bem como grávidas. “Assumi como diretor de gestão de cuidados hospitalares, conduzi a direção das UPAS e Samu, aliás uma única UPA com atendimentos que chegaram há mais de 500 diários”, disse.

O ex-secretário informou que logo que assumiu a secretaria, montou uma operação e conseguiu a reabertura das UPAs, pediu a reestruturação imediata da maternidade, onde colocou a cidade em destaque com o menor índice de mortalidade infantil do Estado, além de promover  vários mutirões de cirurgias eletivas, dentre elas destaca-se mutirões de cataratas realizadas no Hospital Estadual de Américo Brasiliense, algo que nunca ocorreu em nossa cidade.

Ele destacou ainda a entrega de várias obras inacabadas como a Unidade de Saúde da Família do CDHU e a do Jardim Zavaglia. “Além disso, quando estávamos planejando mutirões de cataratas, o mundo foi surpreendido pela pandemia do Sars-Cov-2 (novo coronavírus) e, nesse quesito, destacou-se o empenho dos profissionais da saúde com pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo e USP, aonde nosso município se destacou com o menor índice de letalidade per capta entre as 41 maiores cidades do Estado, além do menor gasto de recurso público na pandemia”, explicou Palermo.

Palermo acredita que fez uma boa gestão, “haja visto o reconhecimento da população através de manifestação nas redes sociais de forma positiva, em todo meu mandato deixo um legado de humanização e humildade, aonde minhas ações foram de campo sempre acompanhando pacientes e servidores”, resumiu.

O ex-secretário disse que a saúde precisa investir mais nos servidores públicos dando condições de trabalho, bem como cursos de reciclagem para melhor aperfeiçoamento e capacitação.

Sobre o início da pandemia do Coronavírus, Palermo destacou o empenho da pasta para enfrentar um problema inédito para a atual geração. “Quando chegou a pandemia, com o primeiro caso no Estado ocorreu em São Paulo, imediatamente informamos ao senhor prefeito e pedimos o fechamento da cidade que ocorreu próximo ao dia 15 março de 2020 para que pudéssemos preparar nossos hospitais para o enfrentamento. Além disso, montamos no Ginásio um centro de triagem para receber e estabilizar os pacientes, principalmente os graves para que fossem referenciados para os hospitais. Não optamos por hospitais de campanha, pois a complexidade desses pacientes não permitia esse tipo de recurso, mas sim atendimentos em hospitais de alta complexidade devido à gravidade dos mesmos. Ampliamos nossa capacidade de testagem para monitorar e criar ações de bloqueio para conter o avanço da contaminação por coronavírus.

 

Com certeza, em meados de 2020, onde o Sistema Único de Saúde (SUS) colapsou em todo o estado, tivemos que ampliar os leitos aumentar as equipes multi profissionais para salvar vidas”, explica Palermo.

Mas nem tudo saiu do jeito que o ex-secretário desejava, ele disse que saiu com uma sensação frustação. “Deixo a Secretaria de Saúde com a sensação frustrante, pois meu sonho era de montar um PS (Pronto Socorro) pediátrico e de saúde da mulher. No demais, fiz meu melhor, me dediquei, comprometi e levei atendimento à população de forma respeitosa e digna, além da isonomia e transparência no empenho do dinheiro público sempre com lisura. Minha bandeira sempre será a saúde. Sempre haverá muito a apreender, me aperfeiçoei muito e me capacitei frente a pasta, trabalhar em prol da população sempre será sempre uma honra, gosto de pessoas e de lidar com elas, ajudá-las sempre será um prazer, e mesmo estando fora da pasta, estarei sempre militando em prol da saúde”.

Por fim Marcos Palermo agradeceu a família, o prefeito Airton Garcia e o vice Edson Ferraz pela oportunidade. “Foi uma oportunidade ímpar, elevar São Carlos a destacar-se principalmente na pandemia nos deixará eternamente na história. Como relatei anteriormente, a história de minha família, por tudo que passamos, com a perda de nosso filho Noah, nos permite sempre lutar por uma saúde melhor. Isso sempre será nosso legado”, finalizou.


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