01/02/2022 às 19h59min - Atualizada em 01/02/2022 às 19h59min

Câmara abre Comissão Processante contra Waldir Siqueira

Comporão a Comissão os vereadores: Jean Tomaz, Ronaldo Venturi e Sidneia Monte. Ibaté

Por quatro votos a três, a Câmara de Ibaté aprovou a abertura de Comissão Processante contra o vereador Waldir Siqueira (PTB) em sessão realizada nesta segunda-feira (31). O colegiado irá apurar a possível quebra de decoro do parlamentar, de acordo com denúncia do Ministério Público e do servidor público estadual, Antonio Adegas Martinelli Junior. Comporão a Comissão os vereadores: Jean Tomaz, Ronaldo Venturi e Sidneia Monte.

Durante a sessão, foi feita a leitura das denúncias contra Waldir. Logo depois, o vereador acusado fez a sua defesa, alegando que não agiu de modo a atrapalhar o cumprimento de mandado de prisão contra seu sobrinho, suspeito de roubo. Por fim, foi aberta a votação, na qual a maioria dos vereadores decidiram por abrir a Comissão.

DENÚNCIA – O Promotor de Justiça de Ibaté, Marco Aurélio Bernarde de Almeida, encaminhou denúncia para a Câmara Municipal contra o vereador Waldir Siqueira (PTB). Durante a semana, Adegas Martinelli também encaminhou denúncia, ambas, relativas à conduta incompatível com o cargo e falta de decoro. O parlamentar é acusado pela Polícia de atrapalhar o cumprimento de mandado de prisão temporária em desfavor de seu sobrinho, suspeito da prática de roubo.

De acordo com o descrito pela Polícia, ao tentarem cumprir o mandado na casa do parlamentar, tendo em vista que havia a suspeita de que o sobrinho estivesse lá, Waldir agiu de modo a atrasar e embaraçar a ação da Polícia, facilitando a fuga do rapaz e frustrando a execução de uma ordem judicial.

O promotor destacou que a postura de Waldir é reprovável, que deveria emprestar respeito e eficácia à autoridade do mandado envergado pela Polícia Judiciária. Na casa do vereador, a equipe enfrentou obstáculos físicos e até cães na tentativa frustrada de executar o mandado de prisão contra o sobrinho de Waldir.

“Mais do que desobedecer a ordem legal de um agente público, o embaraço e o descumprimento injustificado de decisões judiciais afetam diretamente o Poder Judiciário, eis que, vindo de um vereador, que ensina a comunidade pelo exemplo comunica ao grupo em seu entorno a possibilidade de descumprimento das decisões judiciais”, disse o Promotor.


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