O secretário de Saúde Marcos Palermo, prestou depoimento nesta quinta-feira (27) aos integrantes da CPI da Saúde da Câmara Municipal. Presidida pelo vereador Marquinho Amaral, a primeira oitiva da CPI teve início às 10hs e só terminou por volta das 18hs. Palermo respondeu a todos os questionamentos feitos pelos membros da CPI composta por Marquinho, Elton Carvalho (relator), Azuaite França, Bruno Zancheta e Dé Alvim como membros.
Azuaite por questões de saúde, não participou do encontro no plenário da Câmara, mas encaminhou algumas perguntas ao secretário. Na primeira parte do depoimento Marcos Palermo, foi cobrado pelos gastos com o Centro de Triagem, que fora prometido inicialmente para ser um Hospital de Campanha. Ele também foi questionado sobre a falta de controle com gastos públicos de outros órgãos, como a PROHAB.
Os vereadores ainda questionaram se a PROHAB usou dinheiro carimbado para a pandemia na reforma do ginásio de esportes. O secretário disse não saber da origem do dinheiro e causou indignação entre os membros da CPI. "O que sei é que há portarias para a destinação deste dinheiro, para compra de equipamentos, testagem, não seria usado para a pintura ou reposição de fiação furtada", disse Palermo.
Sobre a não instalação do Hospital de Campanha, Palermo disse que a necessidade prevista de alta demanda por internação não se tornou realidade e por isso não foi necessário instalar o Hospital na época.
Palermo também respondeu questionamentos sobre a vacinação em São Carlos, o vereador Elton o questionou sobre a suposta vacinação antes da hora de voluntários e do corpo diretivo da Santa Casa, Palermo disse que não se envolvia nas atividades privadas da instituição, apesar de as vacinas aplicadas serem do Plano Nacional de Imunização, adquiridas com dinheiro público.
Sobre os casos de fura-fila que foram noticiados pela imprensa da cidade, no início da campanha de vacinação, Palermo disse que tudo já estava sendo investigado pelo Ministério Público.
"O promotor Sérgio Piovezan semanalmente pede relatório para investigação. Tem processo aberto para isso. Não podemos citar esses casos como fura-fila porque precisa ser apurado. Pseudo-fura-fila. Se houve divergência, falha, deixo para o Ministério Público apurar", disse.
Para o presidente da CPI, vereador Marquinho Amaral, a oitiva do secretário foi bastante produtiva e que muitas questões foram esclarecidas, outras não. “Hoje a CPI da Saúde trabalhou quase oito horas na oitiva do secretário, Marcos Palermo. Foi uma reunião muito produtiva e de alto nível. Diversas questões foram esclarecidas, outras não e serão debatidas em futuras ocasiões (o secretário será convidado novamente para depor no futuro). O trabalho está apenas começando. Seguiremos focados com menos conversa e mais ação”, disse Marquinho.