Túmulo do Padre Teixeira desaba no Cemitério Nossa Senhora do Carmo
Desde dezembro, percebeu-se que o túmulo necessitava de reformas, visto que algumas placas de mármore estavam danificadas pelo tempo Ação do tempo
Divulgação/DSU
No último domingo (17) o Departamento de Serviços Urbanos (DSU), constatou que o túmulo do Padre Teixeira, um dos mais visitados do cemitério Nossa Senhora do Carmo, desabou, provavelmente de modo espontâneo.
Desde dezembro, percebeu-se que o túmulo necessitava de reformas, visto que algumas placas de mármore estavam danificadas pelo tempo, e estava sendo providenciada a autorização legal para que a Mitra Diocesana realizasse as manutenções devidas.
Este processo era necessário, visto não haver contato de familiares do Padre. Entretanto, infelizmente, não houve tempo hábil para concluir o processo.
O Departamento de Serviços Urbanos informa que já está trabalhando junta à Procuradoria Geral do Município e à Fundação Pró-Memória para que sejam tomadas as medidas necessárias, visando a preservação do monumento e da memória do Padre Teixeira.
História – Nascido no Estado do Paraná, em Lapa, no dia 04 de marco de 1883, José Teixeira da Silva estudou no Seminário Diocesano de Curitiba, onde se ordenou em 1906 e atuou como secretário do bispo da região, antes de se mudar para o Estado de São Paulo.
Anos mais tarde, foi designado vigário de Taquaritinga/SP e chegou em São Carlos no ano de 1915, para ocupar a vaga de cura da Catedral.
Em São Carlos, Padre Teixeira ajudou significativamente na reforma do prédio da Catedral, em 1918, além de ter dado assistência aos atingidos pela epidemia de Gripe Espanhola, ocorrida no mesmo ano.
Porém, Padre Teixeira ficou doente no começo de junho de 1919, falecendo de gripe pneumônica em 14 de junho, com apenas 35 anos de idade.
Após sua morte muitas pessoas relataram ter alcançado graças sob intercessão de Padre Teixeira.
O bispo D.Constantino Amstalden (1971-1995) chegou a iniciar foi junto à Santa Sé o processo de Santificação do religioso, que dá nome a uma das principais vias públicas de São Carlos, a antiga “Rua da Babilônia” (alusão ao caminho que leva ao santuário).
Seu túmulo, em mármore de Carrara, fiel ao estilo da época, foi construído graças a uma campanha entre os paroquianos, liderada por José Arruda Campos. O local se converteu em altar onde as pessoas depositavam flores e preces. Ali havia uma imagem do rosto sereno do jovem padre, sob uma imagem de São José.