25/09/2020 às 14h21min - Atualizada em 25/09/2020 às 14h21min

Vigilância Sanitária constata falhas no sistema de tratamento de água do SAAE

Amostras de água coletadas em diversos pontos da cidade, foram encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz, de Ribeirão Preto que apontou que a água estava imprópria. Apuração

A Vigilância Sanitária do munícipio, realizou neste mês a coleta de amostras de água em diversas regiões da cidade, para verificar a qualidade da água que estava sendo distribuída pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de São Carlos. A iniciativa se deu a partir de reclamações de munícipes que relataram uma a coloração da água meio que amarelado escuro e materiais particulados.

A região da reclamação inicial compreendia a Lagoa Serena e pontos como a rua. Rui Barbosa entre as ruas Conde do Pinhal e Major José Inácio. Depois de alguns dias, o problema se agravou para outras regiões.

A imprensa também chegou a apontar problemas semelhantes em outras regiões. Quando questionada o SAAE sempre informava que poderia ser a canalização antiga das ruas, ainda de ferro fundido, sendo a coloração produto da oxidação deste material metálico.

As amostras de água coletadas em diversos pontos da cidade, foram encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz, de Ribeirão Preto que apontou que a água estava imprópria. “Os laudos junto ao IAL – Ribeirão Preto estão em análise, no entanto, apontam desvio de qualidade”.

Foi o Jornal Primeira Página em sua edição desta sexta-feira (25), quem tornou o caso público. A reportagem cita que foi realizada uma inspeção na Estação de Tratamento de Água (ETA), no dia 11 de setembro, onde constatou que todas as estruturas destinadas ao tratamento da água apresentavam falhas, tais como: falta de manutenção, falta de limpeza, retirada de materiais flutuantes, retiradas de vegetação em estágio avançado de crescimento, retirada de excesso de materiais aglutinados nas canaletas e chicanas de acesso aos decantadores, passagem de materiais não decantados corretamente para as carreiras de filtros sobrecarregando os mesmos e presença de resíduos nos floculadores e decantadores que não foram peneirados corretamente. Além disso, o decantador da ETA estava com lodo na forma de blocos de 1m de comprimento.

A Vigilância Sanitária realizou uma reunião junto à ETA, na qual a gerente da unidade informou que foram encontrados parâmetros fora do permitido em norma de qualidade de água e que tanto o consumidor que teve acesso à água fora dos padrões, quanto os moradores adjacentes não foram comunicados sobre os riscos de consumir uma água fora dos padrões.

Consta ainda que a Vigilância Sanitária tentou, ao menos, duas vezes acesso à sede do SAAE para obter informações das reclamações recebidas via 0800, e-mail ou outro canal de reclamações, previsto junto ao Dec. Federal n° 5440/2005. No entanto, foram negadas as informações e o acesso.

Desta forma, a Vigilância Sanitária argumenta que a Direção do SAAE cometeu, de início, uma infração sanitária, ao obstar, retardar ou dificultar a ação fiscalizadora da autoridade sanitária competente, no exercício de suas funções. Lavrou-se um Auto de Infração sanitário e recebido pelo presidente da autarquia em 18/09/2020, que tem o prazo de 10 dias para apresentação da defesa em processo.

Por fim, a Vigilância Sanitária salientou que todos os procedimentos que acarretem em: falta d’água, desvio de qualidade, não conformidade e anomalias devem ser informadas à população e, também, às autoridades sanitárias. Baseado na Lei Estadual n° 10.083/1998, art. 86, o relatório foi encaminhado ao Ministério Público para análise. (Com informações do Jornal Primeira Página).

Outro lado - A reportagem apurou que o SAAE irá se manifestar a respeito desta reportagem nas próximas horas.

 

 


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