25/10/2019 às 11h33min - Atualizada em 25/10/2019 às 11h33min

Secretaria de Cidadania participa de Seminário Internacional sobre Acolhimento Familiar

O Família Acolhedora é executado pela Prefeitura seguindo as diretrizes do Ministério da Cidadania. Reintegração familiar

Campinas sediou até quarta-feira (23/10), o III Seminário Internacional sobre Acolhimento Familiar. A secretária de Cidadania e Assistência Social, Glaziela Solfa Marques, participou do evento que reuniu pesquisadores e especialistas de várias partes do mundo com o objetivo de compartilhar experiências e metodologias inovadoras com foco na reintegração familiar das crianças e, também, no apoio às famílias acolhedoras.

“A nossa participação no III Seminário Internacional de Acolhimento Familiar foi bastante importante como oportunidade de formação das nossas equipes do acolhimento infanto-juvenil e CREAS. A proposta do programa Família Acolhedora é de um acolhimento com características que respeitem a individualidade, subjetividade de cada criança. E esse movimento é internacional”, contou a secretária de Cidadania e Assistência Social, Glaziela Solfa. 

Ainda segundo a secretária, São Carlos está caminhando na ampliação desse acolhimento. “Temos uma lei municipal e um programa sendo estruturado. Nosso desafio, como de vários países ilustrados durante o Seminário, é sensibilizar um maior número de famílias para participarem de processo de formação e acolherem as crianças”, explicou.  

O Família Acolhedora é executado pela Prefeitura seguindo as diretrizes do Ministério da Cidadania. A secretária Nacional de Assistência Social do Ministério da Cidadania, Mariana Neris, foi uma das palestrantes do evento e destacou a importância do programa. “Pesquisas mostram que cada ano de institucionalização reduz em quatro meses o desenvolvimento infantil de forma geral na vida de uma criança”, afirma. Queremos evitar que essas crianças sejam institucionalizadas e, caso elas precisem de uma medida protetiva do Estado, que elas sejam acolhidas em famílias acolhedoras e não em abrigos. Entendemos que a família é o melhor lugar para essa criança”, enfatizou.

Embora seja preferencial por lei, há no País apenas 5% das crianças acolhidas nessa modalidade. “Por isso, a importância de um evento como esse para sensibilizar os profissionais que trabalham com as crianças em situação de risco e a sociedade em geral”, comentou a secretária municipal de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos, Eliane Jocelaine Pereira. 

O Programa – O acolhimento familiar é uma medida protetiva, temporária e excepcional, prevista em lei pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Representa um serviço dentro da proteção social especial junto com os demais serviços de acolhimento institucional (abrigos e casas lares) para crianças e adolescentes em situação de risco social que foram afastados de suas famílias de origem por decisão judicial.

O município realiza campanhas para chamar as famílias que querem, voluntariamente, participar dessa medida. Elas então passam por processo seletivo para identificar os seus perfis e, depois, são capacitadas para exercerem o serviço. Durante o processo, elas são monitoradas e acompanhadas por equipes, compostas por assistentes sociais e psicólogos.

As famílias acolhedoras assumem, temporariamente, os cuidados integrais da criança ou adolescente incluindo educação, saúde e lazer com amor e dedicação. Para isso conta permanentemente com o trabalho compartilhado de uma equipe de profissionais e de apoio financeiro, em forma de bolsa-auxílio.

 

*Com informações da assessoria de imprensa da Secretaria Especial do Desenvolvimento Social.


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