UFSCar desenvolve parceria com universidade de Portugal para pesquisar os subtipos do HIV, vírus da AIDS

Os estudos podem auxiliar no desenvolvimento de ações e políticas públicas para o controle do HIV nas diferentes regiões do Brasil. Pesquisa

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A pesquisa desenvolvida entre a UFSCar e a Universidade do Minho em Portugal, com colaboração do Ministério da Saúde do Brasil, tem como principais objetivos compreender como os subtipos do vírus da AIDS, o HIV, se distribui no Brasil, quais pessoas eles afetam, quais os fatores que contribuem com sua disseminação nas diferentes regiões do Brasil e quais as características genéticas desses vírus em milhares de brasileiros. Já na primeira etapa do estudo os pesquisadores confirmaram dados que demonstram que os subtipos do HIV se manifestam de diferentes formas em cada região do país e, por isso, exigem práticas de prevenção e tratamento específicas para cada região. O resultado do trabalho poderá ser aproveitado para subsidiar o planejamento de ações e políticas públicas relacionadas ao controle do HIV na população brasileira por parte dos órgãos de gestão.

A pesquisa faz parte do pós-doutorado do professor Bernardino Geraldo Alves Souto do Departamento de Medicina da UFSCar. De acordo com Bernardino “a infecção pelo HIV é um problema de saúde de grande importância médica e social ainda não solucionado mundialmente devido à falta de conhecimento”. O professor ainda disse que os subtipos do HIV possuem propriedades biológicas diferentes que implicam em diferentes modos de prevenção e tratamento. “Se a gente conhecer como o vírus é distribuído no espaço geográfico também conseguimos traçar estratégias de prevenção e de tratamento adaptadas ao local onde o HIV está circulando”, disse. A pesquisa processou o DNA de 50 mil amostras de HIV recolhidas no Brasil dos anos de 2008 a 2017 juntamente com informações sociodemográficas, laboratoriais, terapêuticas e sobre práticas sexuais das pessoas infectadas. 

De acordo com o programa das Nações Unidas sobre HIV, o UNAIDS, em 2019 há 37 milhões de pessoas com o vírus, sendo que 23 milhões possuem acesso à terapia antirretroviral. Ainda de acordo com a organização, do total de infectados 36,2 milhões são adultos e 1,7 milhões são jovens com menos de 15 anos. Já no Brasil, o último boletim epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde mostrou que entre 2017 e 2018 foram notificados 247.795 casos de AIDS, com 68,6% em homens e 31,4% em mulheres. O documento também indica que o Brasil teve uma média de 40 mil novos casos da doença nos últimos cinco anos, com maior concentração nas regiões sul e sudeste.

 


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