29/08/2019 às 18h17min - Atualizada em 29/08/2019 às 18h17min

Polícia Civil investiga a realização de rituais com animais no Parque Ecológico

Funcionários encontraram objetos cortantes e oferendas próximos aos recintos dos lobo-guará e dos cachorros-do-mato durante vários dias. Sinistro

Divulgação/Parque Ecológico

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Carlos (SP) investiga a suspeita de que rituais com animais seriam realizados no Parque Ecológico Doutor Antônio Teixeira Vianna, após funcionários encontrarem diversos objetos suspeitos próximos aos recintos dos animais.

“Foram apreendidos vários objetos que poderiam ferir os animais: uma machadinha, uma lança com uma lâmina pontiaguda. Os tratadores dos animais e os administradores ficaram preocupados com a integridade dos bichos e comunicaram o fato à Guarda Municipal e à polícia”, contou o delegado da DIG, Gilberto de Aquino.

Os objetos foram encontrados durante vários dias a partir de 21 de agosto. Uma tratadora encontrou uma machadinha feita artesanalmente com cabo de madeira amarrado a uma lâmina de pedra, e um bastão de madeira, acoplado a um pedaço de osso, que estava envolto com tinta preta e continha uma caveira de cor vermelha.

Um dia depois, foram encontrados mais quatro pedaços de madeira, um deles pintado de vermelho e com panos vermelhos amarrados, e um pano preto amarrado com um nó no espaço onde ficam os lobos-guará.

No sábado (24), a tratadora encontrou um pedaço de corda de cor vermelha, com quatro nós, sobre o portão do alambrado do recinto dos cachorros do mato e do lado externo, havia também uma oferenda utilizada em rituais religiosos, com prato de barro, contendo garrafas, palhas e pedaços de pano.

A polícia investiga se o responsável pelos objetos é funcionário do parque. A suspeita surgiu porque a cerca elétrica do local foi desligada.

“Estamos investigando se o invasor veio do lado de fora ou se é funcionário. Não há dúvidas de que essa pessoa conheça o parque porque ela foi até um local que não há circuito de câmeras e desligou a cerca elétrica, a rede energia utilizada para preservar os animais de ataques do exterior. Então ele sabia onde estava, desligou e colocou todos esses apetrechos que poderiam ferir os animais”, afirmou.

A polícia solicitou a relação dos funcionários para e em entendimento com a prefeitura, a Guarda Municipal reforçou a segurança do parque.


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