30/07/2019 às 16h51min - Atualizada em 30/07/2019 às 16h51min

Atividade Econômica e Emprego Formal apresenta discreto aumento do emprego local

O setor de serviços registrou três meses de redução do emprego, mas o saldo comparativo de junho com relação a janeiro deste ano cresceu 6% Informativo ACISC

O acompanhamento do emprego com carteira de trabalho nas cidades brasileiras fornece os elementos conjunturais importantes para entendermos o mercado de trabalho. O mercado de trabalho é formado pela oferta de trabalho (pessoas com diferentes níveis de qualificação e interesses) e pela demanda por parte das empresas. Logo, como explicado em outras oportunidades pelo Informativo ACISC estamos analisando o emprego formal.

A trabalho com carteira assinada pertence ao grupo de ocupação com grau elevado de amparo institucional. Outras formas de ocupações como empregadores com CNPJ, autônomos, funcionários autárquicos e trabalhadores domésticos estão nessa condição de elevada proteção institucional. Outras formas de ocupações como o trabalho sem carteira e empregadores sem CNPJ são grupamentos com maior vulnerabilidade, em particular, no longo prazo. A capacidade de trabalho tem correlação com a idade, da mesma maneira que as limitações. Assim, um grau baixo de vulnerabilidade social depende dos tipos de vínculos no mercado de trabalho. Quanto maior o número de empregadores com CNPJ, trabalho formal, trabalho doméstico e funcionalismo público, inclusive o militar menos vulnerável será uma sociedade devido aos recolhimentos fiscais que financiam grandes programas públicos de investimentos. 

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, na Tabela 1 para São Carlos, mostram um discreto aumento do emprego local. 

A indústria local registrou redução do emprego nos meses de fevereiro, março, maio e junho e um saldo positivo de contratação sobre demissões em abril. A construção civil apresentou saldo positivo de contratações sobre as demissões; a agropecuária registrou saldo positivo em fevereiro, abril e junho. 

O setor de serviços registrou três meses de redução do emprego, mas o saldo comparativo de junho com relação a janeiro deste ano cresceu 6%, enquanto no comércio o emprego com carteira se alterou muito pouco. A indústria é o setor mais sensível às políticas globais porque é afetada tanto pela política econômica (monetária e fiscal) quanto pela competição com produtos estrangeiros (importação). 

O comércio recebe a influência do desempenho do emprego dos demais setores a exemplo do serviços. Contudo, como o comércio varejista é mais amplo na oferta de mercadorias e atende o consumidor em geral, este segmento se ressente do andamento dos demais. O comércio físico de lojas também sofre a competição com lojas virtuais, mas os ajustamentos de estoques são mais rápidos do que a velocidade de ajustamento na indústria. 

A expansão do mercado local e do emprego ainda dependerá da agenda do Congresso e a discrição dos Poderes Públicos na condução de suas ações e no estabelecimento de um Plano de Desenvolvimento explícito para a sociedade.
 


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