17/07/2019 às 18h39min - Atualizada em 17/07/2019 às 18h39min

Mesmo com protestos, Prefeitura mantém cargo de confiança após denúncia

O caso já vem sendo acompanhado por diversos organismos do Estado, como Defensoria Pública, Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania, entre outros. Racismo

Foi realizada na tarde desta terça-feira (16) no auditório do Paço Municipal, um encontro entre integrantes do Movimento Negro de São Carlos e do Estado de São Paulo, SINDSPAM e representantes da Prefeitura Municipal. A pauta do encontro foi o suposto caso de racismo cometido pela chefe de Gabinete da Secretaria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Carla Campos.

A vice-presidente do Conselho Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra (CPDCN), Alessandra de Cássia Laurindo, afirmou que o caso já vem sendo acompanhado por diversos organismos do Estado, como Defensoria Pública, Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania, entre outros. O Ministério Público de São Carlos (MP) foi provocado sobre o caso, após a intervenção do SOS Racismo.

Alessandra destacou que, se houve de fato o crime, o prefeito Airton Garcia (PSB) pode ser punido, caso seja omisso. “A lei estadual 14.187 de 2010, que dispõe sobre penalidades administrativas a serem aplicadas pela prática de atos de discriminação racial, pode gerar punição ao prefeito”, diz.

A presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, Sara Bononi, afirmou que o episódio envolvendo as servidoras de carreira e o cargo político foi o estopim das prováveis agressões racistas. Ela destacou que as servidoras ficaram fragilizadas.

No encontro de ontem, o secretário Zé Paulo Gomes tomou a palavra em defesa de uma das servidoras, que ocupa a função de oficial de gabinete. É tida como de sua confiança e é vítima do suposto crime de racismo. Ele afirmou que essa relação estabelecida com a servidora pública concursada teria gerado desconforto em Carla Campos.

Após a repercussão do caso, o prefeito Airton Garcia (PSB) abriu uma sindicância. O encontro de ontem serviu ainda para reivindicar participação de um representante do Movimento Negro e do SINDSPAM na sindicância que irá apurar o fato. O secretário de Governo, Edson Fermiano, aceitou o pedido, porém deixou claro que a servidora não será exonerada. “Essa decisão compete ao prefeito, esquivou-se. (Com informações do Jornal Primeira Página)


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