02/07/2019 às 13h36min - Atualizada em 02/07/2019 às 13h36min

Emprego Formal cresce em São Carlos

Em maio, os contratos formais de trabalho aumentaram em 4.216 postos, representando 5,67%, com relação ao mês passado. O aumento do emprego com carteira cresceu mais no setor de serviços, seguido do comércio, indústria, construção civil e agropecuária. Informe ACISC

O Núcleo de Economia da Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC) fez um levantamento do crescimento de empregos formais em São Carlos nos últimos 30 dias, influenciado pelo aumento de vendas nas datas comemorativas dos meses de maio e junho.  

Em maio, os contratos formais de trabalho aumentaram em 4.216 postos, representando 5,67%, com relação ao mês passado. O aumento do emprego com carteira cresceu mais no setor de serviços, seguido do comércio, indústria, construção civil e agropecuária. 

Segundo as estimativas do IBGE para as regiões metropolitanas, as ocupações no município - emprego formal nos setores público e privado, empregadores, autônomos, trabalhadores por conta própria e trabalho doméstico - podem ter atingido 155.000 pessoas com rendimentos.

Tabela 1 – Emprego Formal nos Subsetores de São Carlos, período de dezembro de 2018 a maio de 2019

Mês

1 - Extrativa Mineral

2 - Indústria de Transformação

3 - Serviços Industriais de Utilidade Pública

4 - Construção Civil

5 - Comércio

6 - Serviços

7 - Administração Pública

8 - Agropecuária, Extração Vegetal, Caça e Pesca

Total

dez/18

84

17.310

746

2.322

15.802

31.585

4.386

2.327

74.562

jan/19

84

17.428

802

2.310

15.608

31.675

4.387

2.360

74.654

fev/19

86

17.137

800

2.339

15.620

31.820

4.387

2.366

74.555

mar/19

86

17.032

795

2.383

15.561

31.798

4.387

2.360

74.402

abr/19

85

17.053

792

2.399

15.594

31.765

4.362

2.360

74.410

mai/19

86

17.763

811

2.645

16.843

33.543

4.362

2.573

78.626

Variação Líquida (Contratações – Demissões em maio com relação a abril de 2019)

1

710

19

246

1.249

1.778

0

213

4.216

                                                                                                                                                                                                     Fonte: Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho, MTb.

 

Na Região Administrativa Central do Estado, onde o município está situado, o emprego formal cresceu em 22.661 novos postos no mesmo período. Já na região, o emprego atingiu 310.845. Da mesma forma que em São Carlos, o setor de serviços liderou a expansão de contratos com 6.849 postos de trabalho; a agropecuária expandiu a demanda por trabalho em 6.107 postos; o comércio aumentou em 4.300, a indústria 4.024 e a construção civil em 1.381 postos. 

Segundo o Jornal Valor Econômico na Edição de 28 de junho de 2019, o emprego formal cresceu em 642 mil postos de trabalho em 3.307 cidades nos últimos cinco anos (2014 – 2018). Essas cidades possuem população de até 50 mil habitantes em sua grande maioria. Tal movimento reduziu o impacto da destruição de 2,5 milhões de postos de trabalho registrados nas outras 2.207 cidades. O setor de serviços foi líder na criação de empregos nas cidades que tiveram o emprego em alta. 

No comércio externo, o Brasil registrou superávit comercial de US$ 5,019 bilhões em junho e no acumulado do ano tem superávit comercial com o Resto do Mundo. Mas, as projeções do PIB recuaram para 0,81% em 2019 de acordo com as estimativas do Banco Central do Brasil. Na contramão, o Índice de Confiança Empresarial medido pela FGV do Rio de Janeiro subiu discretamente em junho, o que aponta estabilidade das expectativas e não retomada da atividade econômica. 

Se as medidas de emprego são importantes pelas quantidades de pessoas ocupadas, é importante também considerar os rendimentos médios. Segundo o Banco Central do Brasil, os desempregados por tempo prolongado ganham 13,5% menos do que os desocupados de menor duração. Os desocupados de menos de um ano são considerados de curta duração, e de dois ou mais são classificados em média e longa duração. Tal evidência acirra o conflito distributivo e acaba por reduzir as chances de crescimento econômico. Afinal, se a renda das pessoas não cresce, ao contrário diminuí, a demanda de mercado não se altera e o PIB também não reage.

 


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