28/03/2019 às 18h06min - Atualizada em 28/03/2019 às 18h06min

Analista de sistemas de São Carlos é preso em operação nacional contra Pedofilia

Luz na Infância Na casa do analista de São Carlos, foram apreendidos computadores e notebooks, 38 vídeos de estupro de crianças de 3 a 12 anos, principalmente meninas.

Divulgação/Polícia Civil

Policiais Civis de São Carlos, prenderam nesta quinta-feira (28) em São Carlos, um analista de sistemas de 45 anos em sua casa no Jardim Paulistano em São Carlos. Foram apreendidos material pornográfico infantil, a prisão faz parte da 4º fase da operação nacional Luz na Infância, realizada em todo o país. Na região, um  médico pediatra de 74 anos, também foi preso compartilhando pornografia infantil.

Na casa do analista de São Carlos, foram apreendidos computadores e notebooks, 38 vídeos de estupro de crianças de 3 a 12 anos, principalmente meninas.

Segundo a polícia, o suspeito confessou que usava um aplicativo para procurar e baixar imagens de pornografia infantil. O aplicativo é monitorado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública que constatou a movimentação e pediu à Justiça um mandado de busca e apreensão no local.

Em Casa Branca, o pediatra foi flagrado com o computador ligado e ele estava compartilhando o material pornográfico infantil. A polícia apreendeu um computador, um notebook e vários aparelhos celulares. O médico foi encaminhado para a delegacia para prestar depoimento.

Operação

O Ministério da Justiça e as polícias civis dos estados deflagraram nesta quinta-feira a operação que apura crimes de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes praticados na internet. São investigados crimes de armazenamento, compartilhamento e produção de pornografia infantil. Até por volta de 11h30, 106 pessoas haviam sido presas em todo o país.

Os alvos foram identificados pela equipe do Laboratório de Inteligência Cibernética da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça, com base em informações coletadas na internet.

O conteúdo foi repassado às Polícias Civis, para apuração das Delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente e de Repressão a Crimes Informáticos. Após a apuração, as delegacias instauraram inquéritos e solicitaram as buscas à Justiça, conforme explicou o coordenador do laboratório de inteligência da Secretaria de Operações Integradas, Alesandro Barreto.

"O Ministério da Justiça acionou os estados e os estados investigaram, as polícias civis estaduais instauraram inquéritos, e solicitaram mandado de busca. No decorrer do cumprimento dos mandados, elas encontram situação de fragrante e conduzem os presos para as delegacias", explicou.

Para a operação, foram analisados 237 mil arquivos, um volume de 710 GB de dados.

Em entrevista coletiva no fim desta manhã, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, reforçou a importância da parceria da pasta com as polícias dos estados.

"Não foi um trabalho exclusivo do Ministério da Justiça, isso foi feito em parceria com policias estaduais, mas o trabalho foi coordenado a partir daqui. Pesquisas, investigações via cibernéticas foram feitas concentradas aqui no Ministério da Justiça. Esse material foi disseminado para os órgãos de investigação estaduais que propiciou a realizar essa operação", disse. (Com informações do Portal G1)


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