25/03/2019 às 18h29min - Atualizada em 25/03/2019 às 18h29min

Alunos em formação tem aula de cidadania, inclusão de para-desporto

Na oportunidade, Mitcho levou materiais da natação básica que utiliza nos treinos, contou sobre o surgimento da atividade paralímpica no mundo Lição para a vida

A tarde de quinta-feira, 21, foi especial para aproximadamente 20 alunos de 8 a 11 anos do bloco verde da Escola Educativa. Por iniciativa da professora e pedagoga Natália Munhoz, os pequenos estudantes tiveram uma aula de para-desporto proferida pelo técnico Mitcho Bianchi, além de conhecer detalhes sobre a equipe paralímpica são-carlense LCN/Aquário Fitness que hoje trabalha com atletas ACDs (atletas com deficiências) e que disputam o Campeonato Paulista, Circuito Caixa Nacional, Jogos Regionais e Jogos Abertos do Interior.

Na oportunidade, Mitcho levou materiais da natação básica que utiliza nos treinos, contou sobre o surgimento da atividade paralímpica no mundo, como se desenvolveu ao longo dos anos, quais as classes e o grau de deficiência, bem como equipamentos (taper, óculos taponados, guias de soltura nas provas).

“Foi uma atividade teórica, mas procurei mostrar como funciona na prática. Levei troféus e medalhas para que conhecessem as conquistas dos nossos atletas ACDS”, disse Mitcho. “Levei alguns materiais do Centro Paralímpico Brasileiro, como pôster do Daniel Dias (um dos maiores nadadores ACDs do mundo), cards, fotos dos Jogos Regionais e dos Abertos. Tudo para que os pequenos alunos se identificassem com a modalidade”, emendou o técnico são-carlense.

Após a exposição inicial, bem como as explanações, Mitcho foi sabatinado com várias perguntas feitas pelos pequenos alunos. “O que mais marcou foi a iniciativa da escola e da professora (Natália) e frisei a igualdade entre as pessoas. Na verdade todos são deficientes, inclusive nós. Cada pessoa tem o seu problema e que tem que existir a igualdade no tratamento. E o esporte proporciona isso. Para o atleta ACD é uma questão de oportunidade. Qualquer cidadão merece e tem o direito a ter essa igualdade. Foi uma chance ímpar e as crianças entenderam o processo paralímpico”, ponderou Mitcho, salientando que a professora agradeceu o momento, que veio de encontro para o enriquecimento das ideias. “Os alunos ganharam novos argumentos para o trabalho interno que a escola realiza”, emendou.

INCLUSÃO, SOCIALIZAÇÃO

Poder passar conhecimento para crianças em formação é um privilégio na opinião de Mitcho e sua presença na escola é uma iniciativa que ajudará a moldar o caráter dos alunos com relação a inclusão e socialização.

“Quando mostramos para crianças a cidadania, a igualdade, a socialização através do esporte, há um crescimento em sua formação. Não existe diferenças. Ela irá tratar com respeito e isso agregará valores ao ser caráter. Valores que só a inclusão possui e que irá refletir lá na frente. As crianças não esquecem e assimilam este momento. Irá gerar respeito quando tornarem-se adultos. Estará na formação do seu caráter”, assegurou Mitcho.


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