Droga descoberta por cientistas israelenses pode curar câncer de cérebro
Glioblastoma é o nome da doença que pode ser combatida com nova droga, esta tem potencial de curar câncer cerebral agressivo Novidade
Uma pesquisa realizada em Israel pode trazer esperança para muitos pacientes na luta contra o câncer de cérebro. De acordo com cientistas israelenses, o glioblastoma pode ser combatido pela droga SIXAC.
Esta é formada por seis novos aminoácidos que atuam inibindo a progressão do PAR1, que é um receptor estimulado por protease.
A nova droga, SIXAC, foi testada em animais que sofriam com a doença e os resultados dos testes foram satisfatórios. Ou seja, a droga foi responsável pela redução da progressão da doença, além de desacelerar sua capacidade de ingressar no tecido cerebral.
Dos animais testados com tumor maligno de alto grau, 10% deles tiveram vida prolongada ao utilizar a droga, sendo que esta foi capaz de curá-los da enfermidade. Com esses resultados, os pesquisadores estão mais esperançosos em testar a SIXAC também em seres humanos.
Conforme os cientistas do Sheba Medical Center, Israel, a esperança é de que esses testes ocorram o quanto antes.
Como funciona a droga SIXAC
A droga SIXAC poderá ser usada como um tratamento complementar a quimioterapia, com intuito de prolongar e oferecer maior qualidade de vida aos pacientes que sofrem com a enfermidade.
Conforme foi publicado no periódico científico, Fronties in Neurology, o glioblastoma afeta também a coluna vertebral. Porém, a pesquisa foi realizada apenas contra o tumor cerebral.
De acordo com uma publicação da USP, o glioblastoma é um tumor que representa em torno de 40 a 60% em relação a todos os tumores primários do sistema nervoso central. De todas as vítimas, afeta mais homens adultos.
Entre os anos de 2015 e 2016, foram registrados no Brasil 5.400 casos novos, em que de 2 a 3 mil foram diagnosticados como glioblastoma. A postagem informa sobre a pesquisa do Inca, que apresentou taxas de incidência desse tipo de tumor elevadas em pessoas com maior nível socioeconômico.
Embora não se saiba a causa exata da doença, alguns fatores podem estar relacionados, como traumas físicos na região da cabeça, irradiação a raios X e também traumas acústicos.
Vale saber que o glioblastoma é um tumor que se instala no centro do cérebro e oferece riscos de metástases de forma ligeira, o que dificulta o tratamento. Além disso, ele possui uma membrana protetora, que restringe a chegada de medicamentos.
Para os pesquisadores israelenses, o sucesso da nova droga não depende apenas dos avanços científicos, como em testes que serão realizados em humanos, como também de financiamento.
Vale saber que o prognóstico desse tipo de câncer no cérebro não é positivo, já que a maioria dos pacientes tem baixa sobrevida. Após o diagnóstico, muitos deles sobrevivem por poucos meses e isso independe se o paciente possui ou não convênio médico.
Isso ocorre por conta da agressividade desse tipo de tumor e seu tratamento que é bastante complexo. Sem contar que, mesmo passando por cirurgia, quimioterapia ou radioterapia, o tumor é, na maioria das vezes, reicidivo.