09/08/2018 às 12h33min - Atualizada em 09/08/2018 às 12h33min

Número elevado de candidatos deverá deixar São Carlos sem representantes no Legislativo Paulista

No total (até o momento), 14 candidatos de São Carlos deverão disputar uma cadeira, existem ainda os candidatos forasteiros que sempre obtém votos dos são-carlenses

Os 16 anos sem um representante na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, São Carlos, deverá amargar mais quatro anos, sem um deputado estadual. Isso pelo fato do número elevado de candidatos da cidade que lançarão suas candidaturas, oficialmente nos próximos dias. No total (até o momento), temos 14 candidatos ao cargo. Devemos ainda lembrar, que existe uma legião de candidatos de outras cidades, que sempre acabam obtendo votação por parte dos eleitores são-carlenses. 

Em reportagem publicada pelo jornal Primeira Página, a professora Maria do Socorro Braga, do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), existirá uma pulverização de votos. “É um número elevado. Distribui muito os votos e essa pulverização pode prejudicar a eleição de representantes da cidade”, disse. 

Braga disse que será quase impossível, um desses candidatos se eleger apenas com os votos dos eleitores de São Carlos. “Porém, quanto mais votos ele conseguir em seu reduto eleitoral, melhor. É importante que os votos se concentrem em um número menor de candidatos, caso contrário a cidade fica sem eleger um representante”, assegurou. 

A professora da UFSCar, disse que muitos candidatos que colocam seus nomes na disputa das eleições para deputado têm uma segunda intenção, isto é prospectar seu nome para a eleição municipal de 2020, seja para vereador ou até mesmo para prefeito. “Se estivessem preocupados com as questões sociais da cidade, certamente se reuniriam em grupos com a finalidade de reduzir o número de candidatos”, explicou. 

Encerrado o prazo para realização das convenções, os partidos políticos terão até as 19h, do dia 15 de agosto, para registrar, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a chapa completa - com candidatos a presidente e a vice, bem como as siglas que integram a coligação. Catorze nomes foram aprovados nas convenções partidárias para disputar a Presidência da República em outubro. 

Somente após o prazo final para registro das candidaturas, os partidos poderão colocar a campanha oficialmente na rua. Segundo a Lei Eleitoral, a partir do dia 16 de agosto, os candidatos, os partidos políticos e as coligações poderão fazer comícios e usar equipamento de som fixo. Também podem fazer campanha em carros de som e usar alto-falantes ou amplificadores de som em suas sedes e comitês. 

Estão autorizadas, até o dia 6 de outubro, véspera do primeiro turno, a distribuição de material gráfico, a realização de caminhadas, carreatas ou passeatas e o uso de carro de som pelas ruas, divulgando jingles ou mensagens dos candidatos. Até 5 de outubro, são permitidos anúncios pagos, na imprensa escrita, e a reprodução, na internet, limitados a dez por veículo, em datas diversas, para cada candidato, com tamanho máximo de um oitavo de página de jornal padrão e um quarto de página de revista ou tabloide. 

 


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