A sessão da Câmara Municipal desta terça-feira (25), foi bastante tumultuada, nervosa, polêmica e contou com vários momentos de bate boca entre manifestantes, formados por sua maioria de professores e alunos de escolas da cidade, que foram até a Câmara para protestarem sobre um trabalho sobre tolerância religiosa e sexual na escola municipal Carmine Botta, na semana passada.
O vereador Leandro Guerreiro (PSB), deu o seu show a parte e deixou por várias vezes o presidente da Casa, vereador Julio César em situação complicada, na condução da sessão. Guerreiro por várias vezes, chamou os manifestantes de “bandidos” e “vagabundos” e foi chamado de “lixo” e “fascista” por eles.
Ele ainda exibiu cartazes com os dizeres “Canalhas de esquerda deixem nossas crianças em paz” e um com a sigla LGBC, que significava “Leandro Guerreiro Bolsonaro Capitão”, em referência à sigla LGBT e ao candidato à presidência Jair Bolsonaro.
Manifestação
Os Professores e alunos lotaram a Câmara após a repercussão do assunto nas redes sociais. Eles protestaram principalmente contra a atitude de Leandro Guerreiro, que na última terça-feira (18) arrancou do mural da escola cartazes sobre tolerância religiosa, racial e de gênero feitos por alunos do 9º ano. O material foi colocado de volta depois.
Mais cedo o vereador postou um vídeo na página do Facebook da sua mulher dizendo que os professores estavam ensinando “putaria” para os alunos e que “iria combater esses canalhas”.
A sessão começou com pronunciamentos de alunos e professores na Tribuna da Câmara. Na fala do aluno Gabriel Rodrigues Dias, do colégio Álvaro Guião, Guerreiro se levantou da cadeira segurando um cartaz com os dizeres “Canalhas de esquerda deixem nossas crianças em paz”.
A atitude causou revolta na plateia que o chamou de fascista e gritou palavras de ordem como ‘não passarão”.
Em seguida tomou o microfone o vereador Moisés, um dos que participaram da visita à escola. Ele disse que irá enviar um ofício solicitando à direção da escola o projeto de política pedagógica para análise. Ele disse que o fato ganhou proporções exageradas.
Por várias vezes, ele e Guerreiro e Moisés Lazarine (DEM) exibiram cartazes e fotos que geraram revolta nos presentes na sessão e eram respondidos com gritos, vaias e palavras de ordem.
Por causa do tumulto a sessão foi interrompida por várias vezes para que os ânimos se acalmassem.