“Ninguém quer extorquir a prefeitura, encostar uma faca no pescoço do prefeito; queremos apenas trabalhar e manter as UPA’s funcionando”

Declaração foi dada pelo presidente da Organização de Medicina e Educação de São Carlos (OMESC) que foi contratada pela Prefeitura Saúde Pública

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A publicação no Diário Oficial do Munícipio da contratação da Organização Social (OS), Organização de Medicina e Educação de São Carlos (OMESC), por dispensa de licitação, causou um burburinho nos meios políticos da cidade. A empresa foi contratada para prestar serviços médicos para suprir a escala da UPA da Vila Prado. Em um primeiro momento se desconfiou da origem da OS, já que a mesma foi aberta em março deste ano.

Reportagem publicada nesta sexta-feira (06) pelo Jornal Primeira Página, esclareceu algumas dessas dúvidas e até preocupação.

A OMESC é formada por 37 médicos que atuavam no então denominado Hospital Escola. O presidente da OS, o médico ortopedista e socorrista, João Queiróz, deu entrevista ao jornal e disse que ele e os demais médicos conhecem os problemas da saúde pública de São Carlos. “Nós trabalhamos em São Carlos, conhecemos a medicina da cidade, e queremos ajudar. Ninguém quer extorquir a prefeitura, encostar uma faca no pescoço do prefeito; queremos apenas trabalhar e manter as UPA’s funcionando. Não visamos o lucro: visamos a saúde e a manutenção dos empregos”, disse.

Queiróz explicou o contexto em que a OS foi criada: “Esse grupo (de médicos) trabalhava para o Hospital Escola, hoje Hospital Universitário. Trabalhávamos para uma empresa chamada Sahudes [Sociedade de Apoio Humanização e Desenvolvimento de Serviços de Saúde], que havia terceirizado o serviço médico no Hospital Escola”.

Ele explicou ainda que em determinado momento, houve a troca da Sahudes pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e que no dia 14 de outubro de 2016 todos os 37 médicos foram dispensados do HE.

Ele declarou que a decisão de montar a OS foi em dezembro e que a mesma já participou em licitação em Cajamar e em Ibaté

O presidente da Omesc explicou que os médicos da entidade vão se revezar de acordo com a lacuna de escalas de plantões. O valor pago por plantão, ele explica, vai respeitar um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) assinado em 2011, quando ficou acordado com o Ministério Público um valor que não deve ser abaixo de R$ 100,00 por hora de plantão: “Só fazemos plantão de doze horas, o que dá R$ 1.200, 00. O valor do médico não será abaixado”. (Com informações do Jornal Primeira Página)

 

 


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