Cansado de esperar uma solução e também de inúmeras promessas do Poder Executivo, o presidente da Câmara Municipal de São Carlos, vereador Júlio Cesar, disse nesta terça-feira (26) que o Legislativo não vai mais votar projetos de interesse da Prefeitura enquanto município não reabrir a Unidade Pronto de Atendimento (UPA) do bairro Cidade Aracy. Os 21 vereadores concordaram em votar somente projetos de interesse da população, instituição filantrópicas, creches e asilos.
“Não cabe mais desculpa para população nem para Câmara. Nós precisamos de solução para os problemas. Essa Casa entende que a população não aguenta mais, os vereadores são cobrados a todo o momento. Então a Câmara Municipal decidiu que os processos de interesses da Prefeitura Municipal, como suplementação, aumento de imposto, seja o que for em orçamento, nós vereadores não vamos votar enquanto não reabrir a UPA do Cidade Aracy”, declarou Júlio Cesar, nervoso,após o término de uma reunião que foi tumultuada e com troca de ofensas.
Esta reunião aconteceu após a sessão, no gabinete da presidência, com a presença dos secretários Edson Fermiano (Governo), Caco Colenci (Saúde), Helena Antunes (Administração e Gestão Pessoal), o chefe da Procuradoria Geral, Ademir Souza e Silva e vereadores.
O prefeito Airton Garcia (PSB), por sua vez, foi convocado para participar da reunião, mas não pôde aparecer por causa da agenda.
Na parte da manhã, a Câmara já tinha sediado uma reunião com os secretários de Saúde e Administração e Gestão Pessoal e solicitou aos secretários municipais explicações sobre os contratos de médicos que prestam serviços na UPA da Vila Prado, no qual os contratos terminaram e não foram renovados pela administração municipal, abrindo espaço para um possível fechamento da UPA nos finais de semana ou diminuição de atendimento por falta de médicos.
O presidente da Comissão de Saúde, vereador Lucão Fernandes (PMDB), lembrou que a Prefeitura teve a oportunidade de assinar em março um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com aval do Ministério Público para contratar médicos, como medida emergencial e temporária, por Recibo de Pagamento Autônomo (RPA), mas ignorou a oportunidade. A reunião terminou sem um desfecho concreto.