14/08/2017 às 11h32min - Atualizada em 14/08/2017 às 11h32min

Mulher “morta por golpistas” consegue na Justiça "viver" novamente

Segundo a sentença do dia 26 de julho de 2017, foi pedido a anulação do óbito dela Golpe do Seguro

Divulgação

Após ser considerada morta pela Justiça, Cristiane da Silva, de 39 anos, ganhou o direito de novamente tirar toda a sua documentação e “viver” normalmente. Ela foi usada por uma quadrilha que pretendia aplicar um Golpe de Seguro, que poderia render até R$ 1,4 milhão aos criminosos.

A advogada de Cristiane, Sandra Nucci, disse que começou a tomar as medidas necessárias para que a mulher possa dar entrada em seus documentos. “Segundo a sentença do dia 26 de julho de 2017, foi pedido a anulação do óbito dela, e será tomada providências junto ao Cartório de São Carlos. Agora eu vou aguardar a anulação, pedir novas documentações, vou pedir os demais documentos que são necessários para ela, e aguardar o processo da esfera Criminal”, disse a advogada.

O golpe - No dia 30 de maio deste ano, o caso do Golpe do Seguro veio a tona. Cristiane descobriu que para a Justiça ela era considerada morta, após ter caído na farsa, que renderia até R$ 1,4 milhão as pessoas que enganaram a mulher. Nessa mesma data, a exumação do corpo foi realizada pela Polícia Civil e dentro do caixão havia um tijolo e palha.

Com um atestado de óbito de um médico que atuava na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Prado, um ex-agente funerário de 47 anos, a filha de 24 e o genro, um corretor de seguros de 25, tentaram aplicar o golpe contra quatro seguradoras. Ao todo, eram cinco apólices em nome de Cristiane.

O “sepultamento” aconteceu no dia 28 de fevereiro deste ano, no Cemitério Nossa Senhora do Carmo e Cristiane chegou a visitar o próprio túmulo junto com a sua advogada.

O delegado Walkmar da Silva Negré, do 2º Distrito Policial, indicou a quadrilha envolvida no golpe do seguro, arquitetado por um ex-agente funerário de 47 anos, um ex-assessor comercial de uma seguradora, de 25 anos, uma dona de casa de 24, e o médico de 29 anos, que prestou serviços na Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

 

Os envolvidos no crime foram indiciados pelos crimes de estelionato (artigo 171) e  Falsidade Ideológica (artigo 299), uma vez que o médico emitiu declaração falsa de óbito, ambos do Código Penal Brasileiro e associação criminosa (artigo 2º) da lei 12.850. (Com informações do Jornal Primeira Página)


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