07/08/2017 às 12h30min - Atualizada em 07/08/2017 às 12h30min

Airton diz que prioridade no momento é equilibrar as contas públicas

Prefeito disse que nestes primeiros meses, prioridade foi acertar contar e recuperar nome da Prefeitura 7 Meses

Em entrevista publicada pelo Jornal Primeira Página deste domingo (06), o prefeito municipal Airton Garcia, fez um balanço do primeiro semestre de 2017, seus primeiros meses de administração. Airton disse que a prioridade foi de acertar as contas e recuperar o nome da Prefeitura de São Carlos. “Foram meses muito intensos, não perdemos nenhum dia. Todos os dias nós lutamos de cedo até à noite, mas nós conseguimos colocar a vida financeira da prefeitura em dia”, disse o prefeito.

Quando recebeu o balancete do último bimestre de 2016, Airton Garcia afirma ter constatado o caos que se encontrava as dívidas da cidade. R$ 100 milhões em compromissos de curto prazo, com fornecedores, prestadores de serviços, empreiteiras e R$ 198 milhões com a dívida consolidada. Capacidade de investimento inexistente e uma rede de serviços públicos a ser oferecida ao cidadão contribuinte.

A decisão administrativa tomada foi buscar o equilíbrio das contas públicas municipais no primeiro ano, para investir, melhorar os serviços públicos e criar capacidade de novos investimentos nos próximos anos. “Era preciso tomar uma decisão. Nós tiramos a cidade do Serasa como fala o povão. Com as contas em ordem, a prefeitura está preparada para pleitear novos recursos e fazer investimentos”, disse Airton Garcia.

Airton disse na entrevista que passado sete meses de governo, o que conseguiu fazer até agora foi manter o básico e ainda que com deficiências, os serviços essenciais à população. A administração de Airton pagou, entre dívida de curto prazo e longo prazo, próximo de R$ 75 milhões.

Manteve a política de valorização das receitas próprias (IPTU, ISS e ITBI), lançou REFIS e já arrecadou R$ 5 milhões. Outra receita veio da venda da folha de pagamento, no valor de R$ 6,6 milhões. A prefeitura afirma que tragédia só não ficou pior porque em julho o município atingiu a marca de R$ 400 milhões arrecadados, o que significa 8% a mais do que exercício anterior. Destaque especial para o incremento na arrecadação de ISS (Imposto Sobre Serviços).

A administração afirma que, em contrapartida, está reduzindo despesas com um forte controle nas autorizações de gastos. O prefeito determinou o contingenciamento de R$ 31,5 milhões, ou seja, 5% da previsão de receita anual. Isso significa está havendo um rígido controle no emprego de novas despesas.  “O controle é difícil, os secretários tem suas demandas normais, mas em todas as nossas reuniões deixamos claro a necessidade de economizar”, disse o prefeito.

A orientação a Secretaria da Fazenda é tentar fechar 2017 com 70% a menos de despesas empenhadas para o exercício seguinte. Nos últimos anos do governo anterior, os empenhos/déficit estiveram próximos de R$ 100 milhões. 

 

Para aliviar as contas mensais, a Secretaria Municipal de Fazenda conseguiu a Certidão Negativa de Débitos (CND) e fez a repactuação dos débitos junto ao INSS, e reduziu o valor de R$ 1 milhão/mês para R$ 250 mil/mês. O passivo deixado pela administração passada foi de R$ 50 milhões de INSS. “Todas as ações tem nos auxiliado a manter o equilíbrio entre receita e despesas. Essa associação faz com que o município hoje, não tenha dívidas com nenhum fornecedor, os encargos trabalhistas e precatórios estão em dia e isso possibilitou ter a CND, o que nos deu muito orgulho”, afirmou Mário Antunes, secretário de Fazenda. (Com informações do Jornal Primeira Página)


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