Livro resultado de pesquisa de pós-doutorado na UFSCar aborda meditação integrativa
Publicação pode ser adquirida gratuitamente pela Internet Boa Leitura
Adilson Sanches Marques, ex-professor visitante do Departamento de Metodologia de Ensino (DME) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), acaba de publicar livro sobre meditação integrativa, como resultado de sua pesquisa de pós-doutorado realizada na UFSCar, na qual estudou os efeitos deste tipo de meditação em idosos (acima de 60 anos) que se consideram médiuns. A pesquisa teve supervisão da docente do DME, Maria Waldenez de Oliveira, coordenadora do Projeto Mapeamento de Práticas de Educação Popular e Saúde (MaPEPS), no escopo do Grupo de Pesquisa Práticas Sociais e Processos Educativos, da UFSCar.
Entre os anos de 2001 e 2003, um grupo de jovens espiritualistas, do qual o pesquisador faz parte, criou em São Carlos a proposta da meditação integrativa com base em uma perspectiva de educação popular freireana. A meditação integrativa é bioenergética e guiada, isto é, feita por induções com cunho espiritualista, chamada também de animagógica. Porém, o que a caracteriza é que tais induções são criadas a partir do referencial simbólico do grupo que vai participar da atividade, ou seja, não faz sentido para um grupo de evangélicos, por exemplo, sentar em posição de lótus, cruzar as pernas e ficar reproduzindo palavras em sânscrito. "Para esse grupo, as induções precisariam estar de acordo com o universo simbólico que manifestam", explica Marques.
"O mesmo acontece se a meditação integrativa for realizada com um grupo de budistas, umbandistas, católicos etc. Para cada grupo, as induções precisam ser previamente pensadas. Inclusive, se a prática for realizada com ateus e com grupos mistos, em que há pessoas que compartilham crenças distintas", acrescenta o pesquisador.
Durante sua pesquisa de pós-doutorado realizada entre maio de 2015 e novembro de 2016, Marques estudou a prática da meditação integrativa com um grupo de idosos médiuns - ou seja, pessoas que afirmam ver, ouvir ou até mesmo "dar passagem" para que supostos espíritos se manifestem através de seus corpos - e afirma que a prática da meditação integrativa as ajuda a ter mais equilíbrio em seu cotidiano. "O que não que dizer que ela substitui a prática da mediunidade, importante na vida dessas pessoas, mas contribui para amenizar 'perturbações psíquicas' que os médiuns costumam relatar, como desconforto diante de algumas pessoas ou lugares, assim como dores de cabeça frequentes, dentre outras", relata o autor.
A pesquisa foi publicada em livro, com uma pequena tiragem financiada pela ONG Círculo de São Francisco, na qual o autor realiza trabalhos voluntários na área da educação popular em saúde, e também foi aprovada por meio de edital lançado pelo projeto Vivências de Extensão em Educação Popular no SUS (Vepop-SUS), uma parceria da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) com o Ministério da Saúde, para ser publicada e distribuída gratuitamente no primeiro semestre deste ano. A ideia do projeto é articular e apoiar iniciativas que reorientem a formação em saúde. O livro pode ser solicitado gratuitamente ao Vepop-SUS, que não arca com o custo do frete, pela página no Facebook: https://www.facebook.com/VEPOPEPS/. Mais informações podem ser obtidas com o autor da pesquisa pelo e-mail asamar_sc@hotmail.com.