O promotor eleitoral Marcelo Mizuno abriu, na última sexta-feira, uma ação para investigar suposta fraude cometida pelo Partido Republicano da Ordem Social (PROS) nas eleições de outubro. A sigla participou da coligação que elegeu Airton Garcia (PSB).
Segundo informações publicadas pelo Jornal Primeira Página, o PROS na composição da chapa de vereadores, aliou-se ao Partido Trabalhista Nacional (PTN) e Partido Ecológico Nacional (PEN).
O problema é que a legislação eleitoral determina que 30% das candidaturas sejam destinadas à reserva de gênero. Esse percentual é ocupado por mulheres. Entretanto, seis candidatas da sigla não tiveram votação. Para piorar: quatro delas teriam votado em outros candidatos.
Durante discurso de posse dos eleitos ocorrido na noite da sexta-feira, o juiz Antônio Benedito Morello comentou o episódio. “A reserva de gênero é requisito obrigatório para candidaturas, mas nesse item vemos fraudes, inclusive em São Carlos. Mulheres que apenas cederam os seus nomes, mas que não receberam nenhum voto. Tenho conhecimento que o Ministério Público Eleitoral vai propor ações e todos os votos do partido poderão ser declarados nulos com a perda de votos dos eleitos”, alertou. (Com informações do Jornal Primeira Página)