20/08/2016 às 11h57min - Atualizada em 20/08/2016 às 11h57min

Narcóticos Anônimos tem reuniões semanais em São Carlos e região

NA O programa de NA é de total abstinência de todas as drogas e há somente um único requisito para se tornar membro, o desejo de parar de usar.

Narcóticos Anônimos (NA) é uma irmandade ou sociedade sem fins lucrativos, de homens e mulheres para quem as drogas se tornaram um problema maior. O programa de NA é de total abstinência de todas as drogas e há somente um único requisito para se tornar membro, o desejo de parar de usar.

NA foi criada em 1953 no sul da Califórnia, Estados Unidos e chegou ao Brasil na década de 1980. Atualmente, existem cerca de 1,5 mil grupos no país que realizam mais de 4,3 mil reuniões diariamente.

O programa é um conjunto de princípios escritos de uma maneira tão simples que podem ser seguidos em nas vidas diárias de qualquer pessoa, e o mais importante é que eles funcionam.

NA não está ligado a nenhuma outra organização, não tem matrículas, taxas, compromissos escritos e nem promessas a fazer a ninguém, não há ligação com grupos políticos, religiosos ou policial, e em nenhum momento está sob vigilância, além de não ter profissionais e nem instalações para internações.

NA é uma irmandade de adictos em recuperação. O adicto é simplesmente um homem ou uma mulher para quem as drogas se tornaram um problema maior. Para a irmandade de NA, o valor da ajuda de um adicto a outro não tem paralelo e se os adictos continuarem frequentando regularmente a uma reunião conseguirão se manter sem o uso de drogas.

 

Cidade – Em São Carlos, o grupo funciona há 21 anos e as reuniões acontecem na avenida Carlos Botelho esquina com a rua D. Pedro II, ao lado da igreja São Sebastião, às segundas, quartas e sextas-feiras, às 20h, e aos sábados, às 14h. Outras informações, horários e endereços de grupos nos municípios da região podem ser acessados pelo site www.na.org.br. No local também funcionam grupos de outras irmandades de mútua-ajuda, como Alcoólicos Anônimos, Neuróticos Anônimos e Nar-Aron – dedicados aos familiares de adictos.

Nesta semana, Cristina e Marcos, membros de Narcóticos Anônimos, concederam uma entrevista aos órgãos de imprensa da cidade. Confira abaixo os principais trechos.

 

1- Pode nos falar um pouco mais sobre essa irmandade?

 

Marcos:
Sim. Não existem obrigações em NA. Temos servidores de confiança que são membros de NA que doam parte de seu tempo para coordenar as reuniões, cuidar de cada tarefa e para levar a mensagem ao adicto que ainda sofre. Nosso programa está fundamentado em 24 princípios que são os Doze Passos e as Doze Tradições. Os Doze Passos são as ferramentas que cada membro utiliza para sua recuperação e crescimento pessoal. As Doze Tradições são as orientações que unificam os grupos e asseguram que uma atmosfera de unidade e recuperação esteja disponível para cada adicto.

 

2- Se o único requisito para ser membro é o desejo de parar de usar, isso significa que qualquer pessoa pode se juntar a vocês? Qualquer pessoa pode participar das reuniões, seja ela adicta ou não?

 

Cristina - Sim e não. Narcóticos Anônimos têm muitos anos de experiência com milhares de adictos. Nossa experiência demonstra que o valor terapêutico de um adicto ajudando a outro não tem paralelo. Estamos aqui para partilhar livremente com qualquer adicto que assim o deseje. Não-adictos são muito importantes para NA, mas não como membros. Muitos profissionais que trabalham com adictos frequentam nossas reuniões abertas para obterem a experiência de como funciona. Familiares e amigos de adictos geralmente frequentam nossos eventos sociais e reuniões abertas.

Ser membro, entretanto, está restrito apenas para adictos. Precisamos disso para preservar a atmosfera de confiança e de identificação tão necessárias à nossa recuperação. A maior prioridade nas nossas reuniões é a manutenção de uma atmosfera onde o adicto que sofre possa encontrar esperança e recuperação. Na nossa experiência aprendemos que aqueles que se mantém frequentando regularmente as reuniões permanecem sem o uso de drogas. Qualquer pessoa é bem-vinda às nossas reuniões abertas, e as reuniões fechadas são reservadas apenas para adictos. Em São Carlos, as reuniões abertas acontecem todo o último sábado do mês.

 

3- E o que dizer da pessoa que não usa drogas todos os dias? Os adictos usam drogas diariamente?

 

Marcos:
A frequência do uso varia de um adicto para outro. Em Narcóticos Anônimos nós descobrimos que não é o quê ou quanto a pessoa usa que indica se você é ou não um adicto, mas o efeito que o uso está tendo em sua vida. O que importa é que o adicto reconheça que tem um problema e passe a acreditar que NA pode lhe ajudar a encontrar uma maneira de viver sem usar drogas.

 

4 - O que os levou às drogas, como se sentiam em relação a isso e como encontram ajuda em NA?

 

Cristina:

Não podíamos apreciar a vida como as outras pessoas, tínhamos que ter algo diferente e pensamos ter encontrado isso nas drogas, sentimos que tínhamos perdido o poder de realizar qualquer coisa. Muitos de nós procuramos ajuda através da medicina, psiquiatria ou religião, nenhum destes métodos foi suficiente para nós até que em desespero buscamos ajuda em NA.

 

5 - Vocês dois são adictos. O que fez com que decidissem que já tinha bastado para vocês? Poderiam contar um pouco de suas histórias?

 

Cristina:
Nossas histórias pessoais não são realmente tão importantes quanto a importância de Narcóticos Anônimos. Embora nossas histórias possam ser diferentes, temos muito em comum. O que nos faz decidir que já é o bastante é o sofrimento físico, mental e espiritual.

O aspecto físico da nossa doença é o uso compulsivo das drogas. O aspecto mental é a obsessão ou o desejo irresistível. A parte espiritual é nosso total egocentrismo. O que é importante é que Narcóticos Anônimos é um programa de mútua-ajuda onde um adicto ajuda o outro. São pessoas que já estiveram lá. Pessoas que não estão interessadas no quê ou quanto você usou. Estão interessadas apenas no que você quer fazer sobre seu problema e como podem ajudar.

 

6- Quando vocês entraram em NA, logo no início, vocês deram aquela escapadinha do tipo, “vou usar mais uma vez”?

 

Marcos:

A recaída é uma realidade e realmente pode acontecer, quando um adicto não pratica o programa, deixa as reuniões e os companheiros, ele está sujeito a recair, independente do tempo sem o uso de drogas.

 

7 - Conforme o próprio nome indica, este é um programa anônimo. Marcos e Cristina não são seus nomes verdadeiros, são nomes que estamos usando para proteger a verdadeira identidade de vocês. Por que todo esse mistério? O que têm a esconder? Vocês são alguma espécie de culto secreto?

 

Marcos:
Quando Narcóticos Anônimos foi fundado no início dos anos cinquenta, a ideia de que um adicto pudesse se recuperar não recebia muito apoio. Era até proibido que um adicto fosse visto em companhia de outros adictos reconhecidos. Muito embora isso tenha se modificado logo em seguida, o estigma da adicção às drogas e a natureza da doença contribuiu para que nosso crescimento tenha sido muito lento nos vinte anos seguintes. Havia uma necessidade de anonimato.
Hoje nós permanecemos uma Irmandade anônima para que os adictos que procuram uma recuperação entre nós possam confiar que seu anonimato será protegido. Muitos de nós eventualmente passam a não ter nada a temer da sociedade se for sabido que somos adictos em recuperação. Ainda assim, mantemos nosso anonimato como um lembrete de que não é nossa identidade pessoal que é importante para NA, mas sim a irmandade. Nenhum indivíduo fora de Narcóticos Anônimos representa a Irmandade. Portanto, o princípio espiritual do anonimato faz de nós membros em igualdade, nenhum membro sendo mais ou menos do que qualquer outro. O que importa é que somos todos adictos que aprenderam a viver sem usar drogas. O anonimato público ajuda-nos a manter as nossas relações públicas concentradas na mensagem de NA e não nos membros envolvidos em algum trabalho específico.

 

8 - Quem financia NA e quanto custa?

 

Cristina:

Recusamos qualquer contribuição de fora: nossa Irmandade é totalmente auto-sustentada. Fazemos uma coleta em nossas reuniões para cobrir nossas despesas, e qualquer excedente é usado para manter serviços como o atendimento telefônico para cumprir com o nosso propósito primordial. 

 

9 - Por diversas vezes vocês dois mencionaram princípios espirituais. Vocês são Cristãos novos? Cristo salvou vocês?

 

Marcos:
Narcóticos Anônimos é um programa espiritual, não religioso. Se você lembrar, nós dissemos que não estamos ligados a nenhum grupo político ou religioso de qualquer tipo. Qualquer pessoa pode se juntar a nós independente da sua idade, raça, identidade sexual, credo, religião ou ausência de religião. Isso nos mantém concentrados em uma única coisa: a recuperação da doença da adicção.
Embora nós nos referimos a um Poder Superior e Deus, o fato é que esse é um programa espiritual e não religioso que nos dá direito a um Deus da nossa compreensão com toda a liberdade. Nosso conceito de Deus não vem de um dogma, mas do que nós mesmos acreditamos, do que funciona para cada um.
O que eu pessoalmente acredito só é importante para mim e para minha recuperação. Crenças religiosas são opções de cada indivíduo. A base do nosso programa de recuperação, entretanto, é espiritual e não religioso.

 

10 – Vocês falam em abstinência completa. Isso significa que não usam droga alguma? E o que dizer da bebida alcoólica?

 

Marcos:

A única maneira de não voltar a adicção ativa, é não tomar aquela primeira droga, seja ela qual for, colocamos grande ênfase nisso, pois sabemos que, quando usamos qualquer droga ou substituímos uma por outra, liberamos nossa adicção novamente. Pensar que o álcool é diferente das outras drogas, fez muitos adictos recaírem, por isso tratamos o álcool como droga.

 

11- Existem adictos com vírus HIV e qual a informação que vocês passam para eles?

 

Marcos:

Todas as pessoas adictas são bem-vindas e iguais para obter o alívio que procuram da sua adicção, todo adicto pode se recuperar neste programa em base de total igualdade.

 

12 - E o que dizer das drogas prescritas pelo médico?

 

Cristina:
Os membros que precisam usar medicação enquanto se recuperam descobrem que esta é uma questão bastante pessoal. Sugerimos aos nossos membros, já que nossos corpos não conhecem a diferença entre uma droga prescrita ou uma outra tomada pelos seus efeitos alteradores do humor, que qualquer prescrição seja lidada com muito cuidado. Recomendamos que o médico seja informado que está se recuperando da doença da adicção. Também sugerimos um relacionamento próximo com seu padrinho nessa questão para formar uma base sólida para sua recuperação contínua caso seja necessário tomar medicamentos devido a alguma condição física.

 

13- Digamos que uma pessoa reconheça que tem um problema e quer ajuda. O que você diria para essa pessoa fazer?

 

Cristina:
A primeira coisa é parar de usar. A maioria de nós pode fazer por oito ou doze horas o que pareceria impossível por um período mais longo de tempo. Se a obsessão ou compulsão se tornar muito grande, então se coloque numa proposta de não usar por cinco minutos. Então ela deve procurar ajuda de outro membro e ir a uma reunião o mais cedo possível.

 

14- As pessoas estão familiarizadas com Alcoólicos Anônimos que já existe há muito tempo. Estamos falando do mesmo tipo de coisa? Narcóticos Anônimos funciona da mesma forma que Alcoólicos Anônimos? Vocês têm alcoólicos nas suas reuniões?

 

Marcos:
A base da nossa recuperação está nos Doze Passos de Narcóticos Anônimos. Embora eles sejam adaptados de AA, nós simplesmente ampliamos sua perspectiva. Nós seguimos o mesmo caminho com uma única exceção. Nossa identificação como adictos é totalmente abrangente no que diz respeito a qualquer substância alteradora da mente ou do humor. Nosso problema não é uma substância específica, é uma doença que chamamos de "adicção". Qualquer pessoa é bem-vinda, não importando o grau ou a variedade de sua adicção.

 

15 - Isso quer dizer que não é preciso usar certas drogas para aderir ao programa?

 

Cristina:
Não, não precisa. Não é o que a pessoa usa, mas o que quer fazer sobre seu problema e como podemos ajudar. A adicção é uma doença que pode acontecer a qualquer um. Por isso nós dizemos que o único requisito para ser membro de NA é o desejo de para de usar.

 

16- Alcoólicos Anônimos parte da premissa que alcoolismo é uma doença. Vocês dizem a mesma coisa sobre a adicção a drogas. Mas eu nunca havia pensado numa doença como algo que você traz para você mesmo. Como vocês conseguem entender isso como doença?

 

Marcos:
NA usa um conceito de doença muito simples, baseado na nossa experiência. NA não qualifica o uso do termo doença, sendo médico ou terapêutico especializado. O que NA sabe é que seus membros descobriram que a aceitação da adicção como doença é algo eficaz para ajudá-los.

 

17- Como é uma reunião?

 

Marcos:
Uma reunião de Narcóticos Anônimos é um grupo de pessoas que se reúne regularmente, em local e hora específicos, que segue os Doze Passos e as Doze Tradições.
Algumas reuniões são de discussão temática, outras são reuniões de partilha, outras são discussão de literatura e outras ainda são uma parte ou combinação destas. Seja como for, elas geralmente têm a duração de uma hora e meia ou duas horas e existe quase sempre alguma reunião a cada dia da semana. Independente do formato escolhido pelo grupo, as reuniões de NA geralmente começam com a leitura de uma de nossas literaturas e depois prosseguem para o seu formato. Existe um intervalo para anúncios e talvez mais alguma leitura no final. Normalmente, iniciamos e encerramos a reunião com uma oração. O propósito primordial do grupo é sempre o mesmo: levar a mensagem de recuperação ao adicto que ainda sofre e oferecer um ambiente confiável e seguro para promover recuperação.

O que encontramos nas nossas reuniões é um adicto ajudando a outro. Nós não nos identificamos no nível dos aparentes sintomas e sim num nível mais profundo de emoções e sentimentos. Essa empatia torna-se uma terapia saudável para todas as pessoas adictas.

 

18 - Quantas pessoas comparecem a estas reuniões?

 

Cristina:
Assim como o formato, o tamanho das reuniões varia. Em qualquer tempo você pode encontrar de duas a duzentas pessoas numa reunião.

 

19- Duzentas pessoas numa reunião! Qual é o tamanho da organização de Narcóticos Anônimos?

Cristina:
Nós somos uma Irmandade mundial mas, na verdade, não temos meios de saber ao certo o quão grande nós somos. Não mantemos documentos de registro de membros. O que posso afirmar é que hoje estamos em mais de 130 países e são realizadas mais de 67.000 reuniões semanais. Mas é preciso que se diga também que esta Irmandade cresce mais e mais a cada dia e que nem todos os grupos estão registrados.

 

20- Você acaba de dizer que a Irmandade está crescendo. Por que NA cresceu tanto ultimamente?

 

Marcos:
O programa de recuperação de nossos membros comprova que funciona. Esse conhecimento tem sido levado de um membro para outro. E isso resulta em crescimento contínuo. Mais recentemente, a edição e venda do nosso Texto Básico e o fato de que centros de tratamento e profissionais estão reconhecendo que a adicção é uma doença e utilizando NA como suporte, adicionou ainda mais ao nosso crescimento.

 

21- Falando de centros de tratamento e profissionais. Quais os profissionais que estão envolvidos em NA? NA é vinculado com algum centro de reabilitação?

 

Cristina:
Essas perguntas são boas, mas a resposta é a mesma para ambas. NA não é uma organização profissional e não estamos filiados com quaisquer empreendimentos, não temos profissionais e nem instalações para internação. Nosso programa funciona com um adicto ajudando outro.

 

22- Tudo bem, mas quem manda em NA. Deve ter um quadro de governo. Alguma pessoa que mantém as coisas funcionando...

 

Marcos:
Uma de nossas tradições diz: "Para o nosso propósito comum existe apenas uma autoridade - um Deus amoroso que pode se expressar na nossa consciência coletiva. Nossos líderes são apenas servidores de confiança, eles não governam". Somos governados por princípios espirituais e não por apenas uma pessoa. Um conjunto de servidores de confiança doa voluntariamente seu tempo para levar a mensagem, todos os serviços prestados por NA são completamente abnegados.
A atmosfera de recuperação nos nossos grupos é uma de nossas mais valiosas vantagens e precisamos preservá-la cuidadosamente para que não a percamos para a política ou personalidades.

 

23- Informação ao público! Narcóticos Anônimos faz muita propaganda?

Cristina:
Sim, mas provavelmente não da forma com a qual você está se referindo. Afinal, que melhor propaganda poderíamos ter do que a visão de pessoas consideradas como "adictos sem esperança", vivendo vidas livres das drogas e se tornando membros responsáveis e produtivos da sociedade? Na realidade nossa política de relações públicas se baseia na atração e não em promoção. Nossa atração é o fato que somos sucesso naquilo que pretendemos. Descobrimos que o sucesso do programa fala por si mesmo. Mas é claro que se um adicto ou aqueles que trabalham com adictos nunca ouvirem falar de nós, não podem nos procurar. Para isso é que existe o comitê de relações públicas, para estender nosso propósito primordial, que é levar a mensagem de recuperação de Narcóticos Anônimos ao adicto que ainda sofre, deixando pessoas saberem quem somos, onde nos encontramos e o que fazemos. Adictos em recuperação que se reúnem em grupos para oferecer recuperação a todos que assim quiserem.

 

24- Isso funciona? É óbvio que funcionou para vocês dois. Mas isso funciona para todos?

 

Marcos:
Lembre-se que o único requisito para se tornar membro é o desejo de parar de usar. Infelizmente, nem todos que procuram Narcóticos Anônimos têm esse desejo.
Para aqueles que têm, funciona! Funcionou para nós e tem funcionado para centenas de milhares de adictos a cada dia. É só olhar para um adicto em recuperação.

 

25- Para encerrar, qual a melhor maneira de obter a ajuda de NA para uma pessoa que tenha um problema com drogas?

 

Marcos:

Primeiramente, agradecemos o espaço cedido por este órgão de imprensa, e respondendo à pergunta, a melhor maneira de obter ajuda é pegar o número de telefone de Narcóticos Anônimos e dá-lo a pessoa e sugerir-lhe que telefone. Passar a informação de onde e quando os Grupos locais se reúnem, e sugerir à pessoa que participe de uma reunião. As listas das reuniões locais normalmente podem ser obtidas se solicitadas através do nosso telefone (16) 99752 8686 ou pelo site www.na.org.br.


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