A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga desvios de dinheiro público e irregularidades nas contas da Prefeitura de São Carlos ouviu nesta segunda-feira (11) o depoimento do empresário Luiz Fernando Cresci D’Agostino, proprietário da Eletro Hidráulica Águia Branca. A oitiva comandada pelo presidente da CPI, vereador Roselei Françoso (Rede), ocorreu na sala das sessões da Câmara, com presenças dos demais componentes da comissão, o relator Ronaldo Lopes (PT) e os membros Dé Alvim (SDD), Eduardo Brinquedos (PSC) e Maurício Ortega (PSDB).Também esteve presente o vereador Marquinho Amaral (PMDB).
A reunião, transmitida ao vivo pela TV Câmara, teve duração de mais de quatro horas e meia. D’Agostino, conhecido por “Dão”, discorreu sobre sua relação com a atual administração municipal de São Carlos com a qual alegou dificuldades em contratar serviços. Informou que o empresário Rinaldo Jordão foi seu funcionário e, no início da oitiva, falou sobre sua participação no pregão presencial 02/2014, processo administrativo 900/14, para contratação de empresa especializada no fornecimento de mão de obra pra corte e poda de árvores. Conforme ressaltou,não houve adjudicação do serviço. D’Agostino informou ter realizado apenas o fornecimento de um transformador para o Parque Ecológico durante um ano e meio. Apontou suposta fraude em orçamentos apresentados na Prefeitura em nome de sua empresa que, segundo afirmou, não recebe convites para execução de pequenas obras.
A CPI agendou a tomada dos seguintes depoimentos nesta semana: quarta-feira (13) às 9h, servidor público Ivan, da Garagem e às 10h30 Ilbes do setor de Tributação; quinta-feira (14), Marco Antonio Di Thomazo Chireia, secretário de Serviços Públicos às 9h e Douglas Marangoni, secretário de Educação às 10h30; e sexta-feira (15) às 9h, Carlos Alberto Talarico, ex-diretor do Departamento de Iluminação Pública.No dia 22 a comissão pretende ouvir gerentes dos bancos HSBC e Santander.
Constituída pelo Decreto Legislativo No.854 e portaria No. 426, a CPI se destina a investigar possíveis desvios de dinheiro público por meio de troca de cheques pertencentes ao empresário Rinaldo Luiz Jordão junto aos cofres da Prefeitura e todos os contratos oriundos de convites de preços firmados pela Prefeitura até o valor de R$ 80 mil.