Após a participação na temporada regular da NBA (basquete profissional norte-americano), onde defendeu o Washington Wizards, o são-carlense Nenê Hilário passou alguns dias descansando em sua cidade natal, São Carlos e fez várias visitas. Dentre elas, na escola de basquete Meneghelli, onde teve o primeiro contato com o basquete.
Rodeado de fãs, jovens e do técnico Nivaldo Carlos Meneghelli Júnior, na tarde de quarta-feira, 22, no ginásio de esportes Clube dos Bancários, concedeu entrevista e falou um pouco da carreira, de sua aposentadoria, do futuro, da seleção brasileira, Olimpíadas e de suas raízes. “Isso nunca vou esquecer”, garantiu.
Aos 34 anos, 2m11 e calçando 49, Nenê Hilário disse que deverá jogar ainda por mais quatro anos. Assegurou que não pretende atuar por um clube brasileiro e sua aposentadoria será mesmo nos EUA, onde permanecerá residindo.
“Não me vejo morando no Brasil. Construí minha carreira nos EUA e fixarei residência lá. Mas todos os anos estarei em São Carlos, visitando parentes e amigos. Aqui está minha raiz”, garantiu.
Quanto ao futuro clube na NBA garantiu que nada está decidido. “Meus empresários estão decidindo. Existe a possibilidade de permanecer no Wizards, bem como defender outra franquia”, revelou. Nenê está há 18 anos nos EUA e antes do Wizards, defendeu o Denver Nuggets.
SELEÇÃO
Nenê é o pivô titular da seleção brasileira de basquete que iniciou nesta quinta-feira, 23, a preparação para os Jogos Olímpicos, que serão realizados em agosto no Rio de Janeiro.
Tentando se esquivar, Nenê não respondeu se o Brasil, no basquete masculino terá uma equipe protagonista ou coadjuvante, mas garantiu que o foco é a medalha olímpica.
“É difícil afirmar algo agora. A certeza é que vamos nos empenhar nos treinos, nos condicionar o máximo possível e evitar lesões. A base para uma boa campanha começa agora. Vamos ter adversários poderosos nas Olimpíadas”, garantiu.
Entretanto, na sua opinião, a seleção será competitiva. Além de ter uma base de atletas que atuam na NBA (Tiago Splitter, Marcelinho, Leandrinho, Anderson Varejão, entre outros), Nenê não esqueceu de Ruben Magnano, técnico argentino que comandará a seleção brasileira.
“Ele já foi campeão olímpico, tem currículo e muita bagagem. É um excelente técnico, que conhece profundamente o basquete. Ele é diferenciado e inteligente. O Brasil fará bonito”, assegurou.
ORIGENS
Ao lado do primeiro técnico (e professor) Nivaldo Carlos Meneghelli Júnior, Nenê Hilário esbanjou simpatia. Conversou com todos os presentes, fez uma roda de conversa com os atletas e pacientemente deu autógrafos e tirou fotos com todos os atletas da escolinha.
“Treinei aqui de 92 a 99. Disputei ligas, Regionais e Abertos. Fiz amigos. Vivi momentos felizes e tristes. Enfrentei os primeiros desafios em minha carreira. Passa um filme na cabeça da gente. São coisas muito boas que nunca serão apagadas de nossa memória”, disse o pivô são-carlense.
Satisfeito e feliz com a visita, Meneghelli não escondia uma certa dose de emoção. “Como professor e técnico, o orgulho é muito grande. É a sensação de que o trabalho foi cumprido com êxito. É a realização profissional. A presença do Nenê durante este treino é fundamental pois incentiva a garotada e mostra que todos têm condições de vencer como atleta. Tem que acreditar em si mesmo, dedicar-se e buscar concretizar este sonho. Todos que estão aqui (escolinha) tem essa oportunidade”, finalizou.