Euclides Fuzzato é o treinador a ser batido nas últimas edições da Copa Evangélica. Campeão pela Nazareno do torneio de futebol de salão em 2014, o comandante repetiu a dose no último mês novamente de maneira invicta, ostentando ainda, no primeiro semestre de 2015, a conquista – também sem derrotas – do campeonato de futebol de campo.
Sendo assim, a impressionante invencibilidade durou cerca de dois anos – sendo batida apenas no futsal diante da Presbiteriana Pacaembu, campeã da Série B, na última semana, por 3 a 2 –, o que faz o treinador deixar sua avaliação como positiva do esforço e trabalho desenvolvido pelo elenco.
"Acho que foi um campeonato excelente. Tivemos algumas dificuldades como a lesão do meu filho [Cristian Fuzzato] logo no segundo jogo, que dificultou um pouco, e pecamos também na qualidade das cobranças de falta, mas graças a Deus conseguimos sair com o título", ressalta o treinador, popularmente conhecido como Dé.
Para ele, os bons resultados são frutos do esforço dentro e fora das quatro linhas. "O segredo é a união e dedicação do grupo feitos pelo próprio time. Se o elenco treinar bem, com empenho, automaticamente a qualidade também aumenta. Eu mesmo procuro assistir a todos os jogos e levar o campeonato a sério. Faz parte do meu trabalho. E felizmente tenho sido coroado com títulos por isso", salienta.
Mesmo com a busca constante pelo aprimoramento, Dé revela que a dificuldade pela manutenção da hegemonia cresceu no último ano. Segundo o treinador, as demais equipes elevaram sua qualidade, o que acarretou em partidas mais difíceis para a Nazareno.
"O nível está cada vez melhor, com as equipes aumentando seu poderio técnico, e nosso jogo na final, por exemplo, foi decidido nos detalhes [a Nazareno venceu a Restaurando Vidas por 5 a 2 no tempo extra, após empate em 2 a 2 no período regulamentar]"
"Na prorrogação, se aquela bola que pegou no rosto do Kennedy [em cima da linha, com o goleiro Ricardo já batido no lance] tivesse entrado, a Restaurando Vidas teria sido campeã, na minha opinião. Prova disso é que isso daria uma outra dinâmica ao jogo, e dificilmente teríamos feito os dois gols na sequência, que confirmaram o título", analisa.
Já no que diz respeito à continuidade, o futuro do treinador é incerto. Constantemente convidado pela Nazareno para dirigir a equipe, ele segue em conversas para o próximo ano procurando a melhor alternativa para a própria congregação.
"Isso [a continuidade] depende muito do pessoal da Nazareno. Todos sabem que eu sou da igreja Quadrangular, mas se o convite estiver aberto, a prioridade são eles mesmos. Seria até bom aparecer alguém da igreja que goste de futebol pra assumir o comando e dar continuidade nesse processo, pois um dia o Dé vai parar, mas se for o caso, estou à disposição", completa o treinador.
Estudando a possibilidade de seguir com Dé dirigindo a equipe em 2016, a Nazareno tem como primeiro torneio no novo ano a Copa Evangélica de futebol de campo. O evento tem como data estipulada para início o dia 23 de janeiro, e deve movimentar diferentes estádios da cidade aos sábados, domingos e feriados no primeiro semestre.