O juiz da 2ª Vara do Trabalho, Renato Fonseca Janon, determinou o bloqueio dos bens e imóveis da Casa de Saúde e Maternidade São Carlos. O hospital vive num impasse com um grupo de 70 funcionários demitidos em setembro e que reclamam da falta de pagamento dos direitos trabalhistas.
O advogado que representa 32 ex-funcionários do hospital, Carlos Freitas disse que a decisão da Justiça foi uma vitória dos trabalhadores, "que infelizmente não vislumbram o cumprimento das obrigações trabalhistas do hospital", informou.
Freitas voltou a ratificar que ocorreram as homologações, mas não pagaram as rescisões. O advogado comentou que tenta estabelecer um contato com a Casa de Saúde, mas não consegue. Ele estima que o passivo trabalhista da Casa de Saúde chegue a R$ 1,5 milhão.
A assessoria de imprensa da Casa de Saúde divulgou nota, afirmando que "existem várias pendências que estão sendo resolvidas pela nova administração, mas o mais importante é que o hospital está funcionando normalmente e a nova administração trabalhando muito para resolver todas as questões pendentes o mais rápido possível".
Paralela à decisão judicial, aconteceu na última segunda-feira, 26, no Ministério Público do Trabalho (MPT), em Araraquara, uma audiência para tratar das demissões ocorridas na Casa de Saúde. O encontro foi comandado pelo procurador do Trabalho, Cássio Dalla Déa e o gerente Regional do Trabalho, Antônio Valério Morillas Júnior. Ficou decidido que no dia 9 de novembro, às 14h, haverá uma audiência para tentar a solução do caso.