CPI da Dengue ouviu primeiros depoimentos

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A Comissão Parlamentar de Inquérito que apura a contradição dos números de casos de dengue divulgados pela Prefeitura e pela empresa Unimed iniciou nesta sexta-feira (26) os trabalhos de oitivas com a arguição da chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica de São Carlos, Márcia Pallone, e do secretário Municipal de Saúde, Marcus Petrilli. Os depoimentos foram colhidos na Biblioteca Jurídica da Câmara e tiveram a participação dos vereadores Equimarcílias de Souza Freire (PMDB) – presidente da CPI, Edson Fermiano (PR), Roselei Françoso (PT) e Maurício Ortega (PSDB), além da presença de integrantes da equipe técnica do Legislativo e da imprensa.

Na avaliação de Freire, as oitivas foram importantes na obtenção de informações, porém, também motivaram preocupação quanto à lentidão nos processos. "A cidade tem hoje 19.990 casos e ainda existem muitos que não foram digitalizados. Dados de abril não foram enviados pela Unimed. Também causa preocupação a parada de ações como o cata-treco e as tendas", comentou.

Quanto aos próximos passos, o presidente da CPI informou que os membros da comissão irão avaliar os dados recebidos e a necessidade de novas oitivas. "A Câmara entra em recesso das sessões de 1º a 15 de julho e com isso o prazo da CPI é paralisado. Porém, vamos continuar os trabalhos para, assim que o recesso acabar e se for necessário, termos novas oitivas".

A CPI foi criada em 22 de abril mediante aprovação do projeto de Decreto Legislativo (Processo Nº 847/15) e tem prazo para conclusão dos trabalhos de 90 dias, prorrogáveis por igual período. A comissão é composta pelos vereadores Freire – presidente, Fermiano – relator, Maurício Ortega, Roselei Françoso e Dé Alvim (SD).