Mais uma vez a falta de servidores técnicos em enfermagem e médicos, paralisou parcialmente o atendimento à população na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Prado na manhã desta sexta-feira.
Os servidores estavam atendendo apenas pacientes em situação de urgência e emergência. Pacientes com outros sintomas, inclusive de dengue, eram orientados a procurarem as UPAs da Santa Felícia, Cidade Aracy ou o Hospital Escola.
Os servidores da UPA mais uma vez acionaram os diretores do SINDSPAM, que estiveram acompanhando o movimento e até orientando a população sobre a falta de técnicos em enfermagem, enfermeiros e médicos.
Segundo o diretor Gilberto Rodrigues Antunes, a situação da UPA está cada dia pior. "Estamos sendo acionados quase que diariamente para resolver esse problema, o mais curioso é que não aparece ninguém da Secretaria da Saúde para passar alguma informação aqui, o telefone do secretário ninguém atende, diretores e chefes já não sabem mais o que responder, a UPA aqui da Vila Prado está na UTI", reclamou o sindicalista.
Gilberto disse que esse problema de falta de funcionários já vem se arrastando há meses, mas a situação ficou pior a cerca de um mês com a falta de pagamento das horas extras.
"Já tentamos de todas as formas resolver esse impasse de forma amigável, mas está cada dia mais difícil, não nos restará outra alternativa a não ser acionar a Justiça para dar um fim nesse impasse, não pode continuar do jeito que está. Sofre a população que fica sem atendimento, sofre o servidor que está trabalhando sobrecarregado", explicou.
Nesta manhã na hora da paralisação do atendimento, havia na UPA, quatro técnicos em enfermagem, duas enfermeiras e apenas um médico para atender toda a população. Esta foi à segunda vez nesta semana que o atendimento da UPA foi paralisado parcialmente.
População revoltada – A reportagem do SCDN permaneceu por cerca de meia hora na UPA e não encontrou nenhum cargo de chefia ou direção da Secretaria de Saúde para passar alguma informação para a população. Coube as atendentes orientar as pessoas que buscavam atendimento na unidade.
Justiça – A reportagem buscou informações se esse problema enfrentado na UPA já chegou a conhecimento do Ministério Público. A informação obtida é que algumas pessoas chegaram a reclamar do problema, mas ainda não formalizaram a reclamação. Um inquérito só é aberto após a denúncia ser formalizada.