16/03/2015 às 14h41min - Atualizada em 16/03/2015 às 14h41min

Penha enaltece casal que adotou cinco crianças com deficiência

Na última sexta-feira (13) a Câmara Municipal de São Carlos realizou sessão solene em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Na ocasião, o vereador Aparecido Donizetti Penha (PPS) homenageou Ana Paula Amaral Gratão, causando comoção entre os presentes.

A homenageada por Donizetti Penha é fisioterapeuta, já trabalhou na unidade da APAE de Dourado e, ao lado do marido Ricardo Vieira, já adotou cinco crianças com deficiência.

"Essa família encantou não só aos são-carlenses, mas o Brasil todo. Afinal, neste domingo (15) o programa Fantástico, da Rede Globo, transmitiu uma matéria mostrando o dia-a-dia dessa família. A reportagem salientou a toda sociedade brasileira a real importância do significado de uma família", comentou Penha.

Segue abaixo o texto de Penha em homenagem à Ana Paula Amaral Gratão durante a sessão solene da Câmara Municipal na última sexta-feira:

Nada é insuperável quando a vocação para exercer a função de mãe sendo que é extrema e transborda o coração de amor e solidariedade. A adoção é, sem dúvida, um ato de desprendimento e fé no ser humano. O que dizer, então, de um casal que optou por acolher em sua família nada menos do que cinco filhos? E o mais espantoso e emocionante, ainda, é que todos são crianças com algum tipo de deficiência. Esta é a missão de vida escolhida por Ana Paula Gratão e de seu marido Ricardo Vieira, que moram em São Carlos, e que, infelizmente, já sofreram com uma perda. Clarinha, filha caçula, que era hidranencefálica, desencarnou no dia 12 de fevereiro de 2010. Então, são quatro filhos na Terra e uma no Céu, resumindo o sentimento familiar.

Contudo, não faltam razões para o casal sorrir. E esses motivos atendem pelos seguintes nomes: Sidney, 13 anos, é Down, com baixa visão, autista autolesivo e severo. Foi adotado com 2 anos e 6 meses. Henrique, 12 anos, tem deficiência visual e intelectual severa. Chegou ao lar com 1 ano e 6 meses. Tainara, 14 anos, é Down e tem deficiência intelectual. Foi adotada com 7 anos. E Guilherme, hoje com 7 anos, tem deficiência visual e intelectual severa. Entrou na vida desse casal  com 8 meses. Para os íntimos, Didi, Kike, Tatá e Gui, revelando como as crianças são chamadas pela família.

É inegável que a primeira pergunta que vem à mente é o que levou o casal a tomar essa decisão de adotar cinco crianças com deficiência. Paula reivindica a ideia, mas argumenta que a decisão foi de ambos. Por ser fisioterapeuta, e já ter trabalhado na unidade da APAE de Dourado, adorava o serviço, e não demorou para que o amor pelas crianças especiais contagiasse seu marido.


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