03/03/2015 às 22h06min - Atualizada em 03/03/2015 às 22h06min

Estudantes do ensino médio podem aprender programação em curso gratuito oferecido no ICMC

Projeto Codifique oferece noções básicas de programação para quem está no ensino médio; inscrições estão abertas até 14 de março

É a primeira semana de aula de Guilherme Fernandes no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Aos 17 anos, ele foi aprovado no último vestibular da FUVEST no curso de Ciências de Computação. Mas os corredores do ICMC e os conceitos básicos de programação não são uma novidade para esse calouro.

Quando estava cursando o ensino médio na Escola Estadual Álvaro Guião, em São Carlos, Fernandes participou de um curso de programação básica oferecido no ICMC para quem deseja conhecer um pouco mais sobre computação, o projeto Codifique. "Foi então que percebi o quanto gostava de programação e acabei tendo esse objetivo de entrar na USP", conta o estudante.

Uma das finalidades do projeto é exatamente empolgar jovens estudantes para a área de computação. Realizado por alunos do ICMC, o curso oferece noções básicas de programação para que os estudantes do ensino médio sejam capazes de resolver problemas e, a partir dos conhecimentos adquiridos, criar seus próprios programas de computador.

Nesse semestre estão sendo disponibilizadas 40 vagas para o curso e as inscrições podem ser realizadas – até as vagas se esgotarem – por meio de formulário eletrônico disponível no site do projeto (icmc.usp.br/e/5489a). Como as vagas são limitadas, o preenchimento do formulário não garante um lugar no curso. Os estudantes selecionados serão informados, posteriormente, via e-mail.

No total, o Codifique compreende 14 aulas, que acontecem sempre às quartas-feiras, das 16 às 19 horas. Nesse semestre, as aulas começam dia 18 de março e ocorrerão no ICMC, no campus I da USP em São Carlos, localizado na Avenida Trabalhador são-carlense, 400.

Um pouco de história – Os primeiros passos do projeto foram dados no segundo semestre de 2013, quando o Codifique ofereceu um curso baseado na linguagem de programação C. Buscando aumentar a motivação dos estudantes, no primeiro semestre de 2014, as aulas passaram a ser focadas na linguagem JavaScript, que é mais simples e está integrada em todos os navegadores web.

Ao final do curso, os alunos são estimulados a realizar um projeto individual abarcando os conceitos aprendidos. O tema do projeto é livre, para que todos possam usar sua criatividade. No primeiro semestre de 2014, o projeto desenvolvido por Guilherme Fernandes foi um dos destaques do curso. Ele e mais quatro estudantes ganharam livros sobre programação doados pela iniciativa Ano do Código (www.anodocodigo.org.br), parceira do projeto.

No site do Codifique, é possível ver os projetos realizados pelos alunos e acessar o conteúdo das aulas do curso (http://cursocodifique.weebly.com/aulas.html). "Eu já tinha interesse em estudar Ciências de Computação e já sabia um pouco sobre programação. Porém, foi no Codifique que tive um contato mais prático com o assunto, enquanto fazia o projeto final. Gostei muito do curso e ele aumentou bastante meu interesse pela área de computação", revela Fernandes.

Entre os professores que dão aula no projeto estão alunos do ICMC voluntários e também aqueles que participam do Programa de Educação Tutorial (PET-Computação) do Instituto. Segundo esses professores, trata-se de uma oportunidade para adquirir experiência acadêmica, preparando e ministrando as aulas. Na opinião deles, é gratificante observar a evolução dos estudantes ao longo do projeto.

"Nossa intenção é motivá-los a seguir uma carreira na área de computação. No entanto, o curso exerce um papel importante até mesmo para quem descobre que programar não é bem o que gostaria de fazer no futuro", conta Rafael Hiroki, que coordena a iniciativa juntamente com Thiago Lima, ambos alunos do curso de Ciências de Computação do ICMC. "O Codifique não é só uma oportunidade para que os estudantes aprendam conceitos de computação, mas também uma chance para que possam conhecer um pouco mais sobre si mesmos", finaliza Hiroki.


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