Campanha busca doador de medula para salvar meninos de 9 e 10 anos

Por
2 Min

Familiares de dois meninos de 9 e 10 anos promovem em São Carlos (SP) nesta segunda-feira (29) uma campanha de cadastro para novos doadores de medula óssea. O objetivo é encontrar doadores compatíveis para salvar a vida de Oliver Eduardo Soares, diagnosticado com leucemia mielóide aguda, e de Pedro Simões Marostegan Carneiro, portador da doença genética rara anemia de fanconi. A ação, organizada e divulgada pela rede social, ocorre na Clínica Pega Pé, na Rua Serafim Vieira de Almeira, 290, no Jardim Paraíso, das 9h às 14h.

Como ser doador - Qualquer pessoa pode ajudar. Para isso, é preciso ter entre 18 e 55 anos de idade e gozar de boa saúde. Para se cadastrar, o candidato a doador deverá procurar o hemocentro mais próximo de sua casa, onde será agendada uma entrevista para esclarecer dúvidas a respeito das doações e, em seguida, será feita a coleta de uma amostra de sangue (10 ml) para a tipagem de HLA (características genéticas importantes para a seleção de um doador).

Os dados do doador são inseridos no cadastro do Redome e, sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade será verificada. Uma vez confirmada, o doador será consultado para decidir quanto à doação. O transplante de medula óssea é um procedimento seguro, realizado em ambiente cirúrgico, feito sob anestesia geral, e requer internação de, no mínimo, 24 horas.

Cadastro

Quando não há um doador parente próximo, a solução para o transplante de medula é procurar um doador compatível. Para reunir as informações de pessoas que se dispõem a doar medula, foi criado em 1993 o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), instalado no Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), a partir 1998.

Segundo o Redome, o número de doadores voluntários tem aumentado expressivamente nos últimos anos. Em 2000, existiam apenas 12 mil inscritos. Naquele ano, dos transplantes de medula realizados, apenas 10% dos doadores eram brasileiros localizados pelo órgão. Até novembro deste ano, o número de registros aumentos para  3,5 milhões de doadores inscritos e o percentual subiu para 70%.

O Brasil tornou-se o terceiro maior banco de dados do gênero no mundo, ficando atrás apenas dos Registros dos Estados Unidos (quase 7 milhões de doadores) e da Alemanha (quase 5 milhões de doadores).