Em entrevista à Rádio Intersom FM, o arquiteto idealizador do Hospital Escola, o arquiteto João Filgueiras Lima, carinhosamente chamado de Lelé, foi chamado de "doido varrido" pelo prefeito Paulo Altomani (PSDB).
Em entrevista, o administrador de São Carlos disse que as obras do Hospital apresentam inúmeros problemas e reafirmou que não repassará os recursos extras estabelecidos ao Hospital, que soma R$ 1,8 milhão.
"Os indicadores de qualidade do hospital estão pífios. Faz um bom tempo que não trocam a lâmpada de um mamógrafo", explicou.
O prefeito também criticou o salário do diretor-executivo, Sérgio Luiz Brasileiro Lopes, que segundo ele ganha R$ 24 mil, enquanto o diretor-clínico da Santa Casa ganha pouco mais de R$ 10 mil
QUEM FOI O ARQUITETO LELÉ
Considerado por Lúcio Costa um dos três mais importantes nomes da Arquitetura Modernista Brasileira, "o arquiteto onde a arte e tecnologia se encontram e se entrosam – o construtor", faleceu em maio de 2014, em Salvador.
João Filgueiras Lima, o Lelé, foi responsável por obras que transformaram a forma como o Brasil olhava sua Arquitetura. Desde o trabalho na construção de Brasília, passando pela criação da Fábrica de Escolas do Rio de Janeiro e dos Centros Integrados de Educação Pública no Rio de Janeiro (ambos em parceria com Darcy Ribeiro) pela Fábrica de Equipamentos Comunitários em Salvador até o desenvolvimento do Centro de Tecnologia da Rede SARAH de Hospitais, ele soube como ninguém unir técnica e arte, função e sensibilidade.