Abuso na UFSCar: universidade abre sindicância
A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) afirmou que instaurou um procedimento interno de averiguação, com o propósito de apurar o suposto caso de abuso denunciado na semana passada pela estudante Thaís Moya.
"Raspei meus cabelos porque eu fui, duas vezes, agarrada e beijada por meu professor e (ex) orientador sem o meu consentimento (...) Raspei meus cabelos porque, depois de ser agarrada pelo professor e recusar, ele progressivamente me tirou dos projetos do núcleo de estudos que ele coordena", afirma a jovem em seu depoimento.
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Segundo a nota, a Reitoria da UFSCar deliberou, na segunda-feira (15/12), por instaurar procedimento interno de averiguação, para o qual será nomeada comissão a ser composta observando todas as especificidades e necessidades próprias de casos dessa natureza.
"Aproveitamos a ocasião para manifestar que esta Instituição não tolera assédio, discriminação ou violência de qualquer tipo e, ao mesmo tempo, não compactua com condenações públicas de quaisquer pessoas sem a devida averiguação dos fatos e garantia do direito de ampla defesa previsto na Constituição Federal", diz a nota.
"Informamos também que, independentemente do caso específico em questão, a UFSCar já vem estudando e propondo encaminhamentos relacionados à concretização de espaços e procedimentos que fortaleçam a rede institucional de acolhimento, apoio e atendimento à comunidade universitária no que se refere ao respeito à diferença e à ampla inclusão, bem como à prevenção e combate a quaisquer expressões de preconceito, discriminação e/ou violência", concluiu.