05/09/2014 às 17h52min - Atualizada em 05/09/2014 às 17h52min

Orygen investirá R$ 500 milhões em construção de fábrica em São Carlos

A fábrica de São Carlos deve empregar 110 profissionais no início da operação e a previsão é de que mais de um terço do pessoal seja formado por mestres e doutores

A Orygen, joint venture formada pelos laboratórios nacionais Biolab e Eurofarma, escolheu a cidade paulista de São Carlos para instalar sua fábrica de medicamentos biossimilares, um projeto com investimento estimado em R$ 500 milhões. De acordo com o bioquímico Andrew Simpson, que está à frente da superfarmacêutica nacional, a escolha de São Carlos levou em conta a disponibilidade de mão de obra especializada e a presença de universidades na região, bem como a vocação tecnológica do município.

Além disso, segundo ele, havia o desejo de estar em São Paulo, porque as duas empresas que compõem a joint venture estão no estado. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) participa do financiamento da fábrica, que deve entrar em operação em 2017. Cumprido esse prazo, os primeiros medicamentos começariam a sair da fábrica em 2018.

A unidade vai ocupar uma área de 200 mil metros quadrados, que será comprada pela Orygen. A aquisição, porém, ainda depende da elaboração de projeto de lei para conversão da área escolhida de rural para industrial, que deve ser apresentado já na semana que vem pela prefeitura. Segundo Simpson, as obras serão iniciadas em 2015.

O investimento na fábrica de biossimilares foi viabilizado por uma parceria fechada pela Orygen com a americana Pfizer, ainda pendente de autorização do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), de transferência de tecnologia para produção de cinco anticorpos monoclonais, usados contra o câncer e doenças autoimunes, como artrite. O acordo engloba os biossimilares Adalimumabe, Bevacizumabe, Infliximabe, Rituximabe e Trastuzumabe, que serão gradualmente introduzidos no mercado brasileiro.

A Orygen foi constituída em 2012, com apoio do governo federal, e contava com quatro sócios: Libbs, Cristália, Biolab e Eurofarma. Os dois primeiros laboratórios, porém, saíram da superfarmacêutica e estão desenvolvendo projetos próprios, e independentes, na área de biossimilares. O objetivo do governo ao fomentar a produção de biossimilares no país é substituir parte das importações e, dessa forma, reduzir o déficit comercial de equipamentos médicos e medicamentos, de R$ 25 bilhões ao ano.

A fábrica de São Carlos deve empregar 110 profissionais no início da operação e a previsão é de que mais de um terço do pessoal seja formado por mestres e doutores. O contato da empresa com instituições estaduais e concessionárias de serviços públicos foi mediado pela Investe São Paulo, agência de promoção de investimentos da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação.


Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Comentar

*Ao utilizar o sistema de comentários você está de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE do site https://saocarlosdiaenoite.com.br/.
Fale pelo Whatsapp
Atendimento
Precisa de ajuda? fale conosco pelo Whatsapp