Os vereadores de São Carlos discutiram na sessão de ontem o projeto de lei que abre crédito suplementar na Procuradoria do Município para a contratação de uma consultoria na área no valor de R$ 400 mil. Alguns vereadores trocaram insultos.
O crédito suplementar foi aprovado por 11 votos a 3 – apenas Bragatto (PV), Roselei Françoso e Ronaldo Lopes (PT) votaram contra. O vereador Lineu Navarro justificou ausência.
Os vereadores da oposição criticaram o fato da retirada de recursos da Secretaria de Serviços Públicos para se investir em consultoria.
O vereador da base de sustentação a Altomani, Eduardo Martins (PSC), disse que o dinheiro retirado da rubrica pela Prefeitura iria para o pagamento da taxa de iluminação, que foi adiada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o final de 2014.
O vereador Equimarcílias Freire (PMDB) mostrou dados de consultorias contratadas pela administração do PT apontando pagamento de R$ 1,2 milhão.
Sem citar nome, Freire chamou Roselei de "cara de pau" que rebateu as declarações dizendo que era Freire quem precisa mergulhar num balde óleo de peroba"
Os vereadores aprovaram ainda um projeto de crédito adicional à Secretaria de Saúde de R$ 149 milhões. Na verdade, trata-se de um ajuste financeiro.
O vereador Ronaldo Lopes (PT) considerou o reajuste uma falta de planejamento e criticou o secretário de Planejamento e Gestão, Júlio César Pereira. "Ele que, no passado, falava tanto em falta de planejamento poderia mostrar o que aprendeu na universidade", ironizou.
Os vereadores aprovaram ainda o projeto que autoriza a Prefeitura a celebrar termo de compromisso com o governo de São Paulo para o projeto Casa Paulista, para utilização da Bolsa Eletrônica de Compras, o que autoriza a alienação, por doação, de área localizada no Jardim Ipanema à Fazenda Pública do Estado de São Paulo para a construção de uma escola e créditos adicionais às secretarias de Obras, Fazenda, Infância e Juventude e Agricultura e à Fundação Pró-Memória.