Taxa de mortalidade infantil cresce em São Carlos
A Taxa de Mortalidade Infantil de São Carlos, em 2012, foi de 9,5 por mil habitantes, segunda maior desde 2008. Os resultados do ano passado são menores apenas das alcançadas em 2011, quando a taxa foi de 11,4 por mil. A média alcançada entre os anos de 2008 e 2012 é de 8,8 mortes por mil. Os dados são da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (SEADE).
Entre 2008 e 2012, a média do Departamento Regional de Saúde 3 (DRS -3) de Araraquara, da qual faz parte São Carlos e outras 23 cidades, foi de 11,4. Em 2012, a cidade na DRS-3 que registrou a maior TMI foi Cândido Rodrigues, com 58,8 por mil. Ela tem 2.670 habitantes, registrou 17 nascimentos e 1 óbito infantil. Em São Carlos, em um universo de 226.244 habitantes, foram registrados 2.938 nascidos vivos e 28 óbitos infantis em 2012.
De acordo com os dados da pesquisa produzida na Fundação Seade, apenas dois grupos de causas de morte são responsáveis por praticamente 80% das mortes infantis: as perinatais e as malformações congênitas. As perinatais – aquelas relacionadas a problemas na gravidez, no parto e no nascimento – representaram 57,94% das mortes infantis.
As malformações congênitas foram responsáveis por 21,81% das mortes, e, segundo o Seade, estão entre os problemas médicos de prevenção e cura mais difíceis, por serem decorrentes de diversos fatores, como anomalias do sistema nervoso central e do aparelho respiratório, entre outras.
A taxa de mortalidade infantil é um dos indicadores mais utilizados para aferir as condições de saúde da população, em especial das crianças menores de um ano.