28/11/2013 às 08h43min - Atualizada em 28/11/2013 às 08h43min

São Carlos adere a reflexão mundial sobre a pena capital

Monumentos e pontos simbólicos de 1,6 mil cidades de 90 países juntam-se ao Coliseu,em Roma, na Itália para dizer sim à vida em um apelo mundial contra a pena capital. A iniciativa encabeçada pela Comunidade de Santo Egídio, movimento católico presente em cerca de 70 países, ganha a adesão de São Carlos que se soma a São Paulo e Porto Alegre como cidades brasileiras participantes.

A Câmara de Vereadores será iluminada de cor laranja no próximo sábado, dia 30 de novembro, data de aniversário da abolição da pena de morte no primeiro estado europeu e lembrada pela Comunidade desde 2002, quando teve início a campanha Cidades Pela Vida, Cidades contra a Pena de Morte.

A programação local começa hoje dia 28, às 18h30 com uma audiência pública na Câmara proferida pela professora do Grupo de Estudos em Violência e Administração de Conflitosda Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Jacqueline Sinhoretto. Ela contextualizará o assunto nos âmbitos nacional e local abordando questões como homicídios entre a população negra e violência policial. Ao final, será feito um debate.

O professor universitário Artur Mariano Sousa Malafaia conheceu a iniciativa na Espanha, onde trabalhou com moradores de rua em ações da promoção de paz da "pequena ONU de Trastevere", nome pelo qual internacionalmente é conhecida a Comunidade de Santo Egídio.

"É uma alegria poder incluir São Carlos na Campanha Cidades pela Vida primeiramente pelo apoio global e, além disso, trazer uma discussão sobre a violência, indo de encontro ao apelo do Papa Francisco de uma igreja para os pobres. É uma resposta a uma cultura de banalização da vida, de individualismos e que não vai ao encontro das periferias existenciais", avalia o doutor em Engenharia de Materiais pela USP São Carlos.O professor conseguiu apoio dos vereadores Lineu Navarro e Marquinho Amaral.

No sábado, dia 30, o CineVeracidade (rua Ana Prado, 501) exibirá o filme Atos dos Homens, de Kiko Goifman, seguido por um debate. "O debate e ofilme ajudam a entender como se dá a pena de morte hoje no mundo e como ela ocorre de maneira velada e não institucionalizada aqui no Brasil", ressalta o sociólogo e professor de Atualidades e Geografia Dante Cieto Ferreira, ligado a Veracidade e um dos organizadores.

Ativistas da Comunidade estarão em locais de alta circulação ou emblemáticos, como o entorno do Mercado Municipal, na Universidade de São Paulo e na Vila Isabel, onde sete pessoas foram assassinadas em uma chacina ocorrida no ano passado, a fim de fazer uma sensibilização sobre o temautilizando o panfleto de divulgaçãoe fazer uma coleta de assinaturas contra a pena de morte. "É uma forma de aumentar o clamor mundial por sua abolição", conclui o professor Artur Malafaia.


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