25/09/2013 às 18h48min - Atualizada em 25/09/2013 às 18h48min

Escola Dalila Galli comemora o Dia do Surdo

A Comunidade Surda Brasileira comemora neste dia 26 de setembro, o Dia Nacional do Surdo, data em que são relembradas as lutas históricas por melhores condições de vida, trabalho, educação, saúde, dignidade e cidadania. A data lembra também a inauguração da primeira escola para Surdos no país, no ano de 1857, com o nome de Instituto Nacional de Surdos Mudos do Rio de Janeiro.

Em São Carlos, a Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) "Dalila Galli", no Jockey Club, oferece desde 2011, um projeto piloto que atende cerca de 15 crianças e adolescentes, na faixa etária de 3 a 15 anos, que necessitam aprender a Língua Brasileira de Sinais (Libras), mantido pela Secretaria Municipal de Educação (SME).

Para comemorar esse dia, diversas atividades estão programadas para acontecer nesta quinta-feira (26), com a presença de pais, alunos e autoridades do município, quando serão apresentados os resultados do trabalho desenvolvido por fonoaudiólogos e integrantes da Associação Sãocarlense

de Surdos.

A diretora da "Dalila Galli", Maria José de Oliveira Nino Vanzo, explicou que os alunos que recebem orientações sobre Libras são encaminhadas pelas escolas que frequentam, após uma análise de uma fonoaudióloga. "Constatada a necessidade, entramos em contato com os familiares para mostrar os benefícios de se aprender a Libras", explica.

Segundo a diretora da escola, as pessoas adultas que tenham a necessidade de aprender a língua de sinais para ingressar no mercado de trabalho também podem procurar a SME, quando serão orientadas.

A fonoaudióloga Michele Toso, que faz parte da Associação Sãocarlense dos Surdos, disse que existem dois contextos para quem precisa aprender Libras: primeiro é o caso da falta de audição e da necessidade de aprender uma forma de comunicação. Segundo, os alunos que necessitam obter o conhecimento da língua de sinais no processo educacional. "Ao detectar essas necessidades, nós procuramos colocar à disposição esse método de educação. O grau da surdez não é um critério de inclusão e exclusão. O que está em jogo é o quanto esse aluno está conseguindo dar conta do seu desenvolvimento de linguagem e aprendizagem", resumiu Michele.

Em São Carlos, o projeto existe há dois anos e conta com intérprete de LIBRAS e professores bilíngues. O projeto abrange a Educação Infantil e o Ensino Fundamental (1º a 9º ano), respectivamente nas Unidades Escolares: CEMEI Profª Ida Vinciguerra e EMEB Profª. Dalila Galli, ambas localizadas no bairro Jockey Club. Para mais informações- Secretaria Municipal de Educação: Rua Conde do Pinhal, nº 2017, Centro. Telefone: (16) 3373-3222.


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