14/09/2013 às 11h09min - Atualizada em 14/09/2013 às 11h09min

Metalúrgicos decidem se farão greve neste domingo

A direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos e Região realiza no domingo (15), às 9 horas, na sede da entidade, mais uma assembleia para tratar da Campanha Salarial da categoria.

As negociações da data base continuam emperradas. Nesta semana, dirigentes da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT, a FEM-CUT, reprovaram as propostas de reajustes salariais apresentadas pelas bancadas patronais dos Grupos 2(máquinas e eletrônicos), 3 (autopeças, forjaria, parafusos), 8 (trefilação, laminação de metais ferrosos; refrigeração, equipamentos ferroviários, rodoviários entre outros), 10 (setores de lâmpadas, equipamentos odontológicos, iluminação, material bélico entre outros) e Estamparia.

O G2, que representa 65% da base de São Carlos, propôs um acordo pelo período de dois anos que ficaria: INPC neste ano e 0,5% de aumento real em março do ano que vem e INPC mais 0,5% em março de  2015. O G3 ofereceu aumento salarial de 6,8%. Já o G8 e  a Estamparia propuseram o pagamento imediato do INPC e 1,5% de aumento real em janeiro de 2014. No G10, a bancada ofereceu aumento salarial de 6,5%, também reprovada pela Federação.

Conforme decisão encaminhada na última assembleia, dia 08,  os metalúrgicos de São Carlos e de todo Estado, intensificaram durante a semana as mobilizações nas empresas da base para pressionar as bancadas patronais a apresentarem uma proposta às reivindicações da categoria.

Segundo o presidente do Sindicato, Erick Silva, o que foi apresentado até o momento não atende as expectativas da categoria. "Na última semana as bancadas patronais sentiram o efeito da nossa mobilização e já começaram a apresentar propostas, mas ainda não é o que queremos. Já temos agenda de negociação para a próxima semana, mas continuaremos pressionando e se for preciso partirmos para a paralisação para pressionar ainda mais, assim faremos, pois a nossa proposta em todas as reuniões é compatível com o crescimento de cada setor", explica ele

Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão aumento real no salário, valorização nos pisos salariais, redução da jornada de trabalho sem redução de salário e ampliação e unificação de direitos.


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