Ex-aluno vítima de bullying volta armado e efetua disparos dentro da USP I

Por
3 Min

Um estudante de 23 que teria sido vítima de bullying no começo do ano, durante recepção dos calouros no campus I da USP de São Carlos, voltou na noite da quarta-feira (28), armado aos campus e armado encurralou os responsáveis na época pela agressão, agrediu um deles com uma coronhada e depois efetuou alguns disparos na cozinha do alojamento onde teria ocorrido os fatos. Os disparos não atingiram ninguém, o estudante que trancou a matrícula na universidade após o episódio, conseguiu fugir.

O fato ocorreu às 19h30. Quatro estudantes de 22, 23,24  e 28 anos, estavam no refeitório dos alojamentos, quando surgiu A.J.C.R.L.,23, que armado encurralou os quatro jovens e disse "Falei que não estava brincando". Logo em seguida ele deu uma coronhada na cabeça de um dos estudantes e efetuou alguns disparos sem atingir ninguém O pânico tomou conta das pessoas que estavam no recinto, algumas delas quebraram os vidros das janelas para fugirem do local. A.J. também aproveitou e fugiu sem deixar pistas. A PM foi acionada e patrulhou a região da USP e o São Carlos VIII onde o acusado estaria morando, mas ele não foi localizado. O caso foi registrado no Plantão Policial e será investigado pela Polícia Civil.

Entenda o caso – O autor dos disparos teria no começo do ano sofrido abuso dentro do campus, o fato aconteceu no início da madrugada do dia 4 de março, o rapaz entrou em uma área que dá acesso aos apartamentos, onde acontecia uma festa, foi onde um grupo de estudantes veteranos começaram a cercá-lo e a ofendê-lo, três destes estudantes começaram a se esfregar no rapaz e chegaram a abaixar as calças. Um deles também abaixou sua cueca. O fato virou caso de polícia, os envolvidos disseram depois que  tudo não havia passado de brincadeira durante um trote. O caso, que chegou a ser registrado pela Polícia Civil como estupro, foi alterado para injúria e teve a primeira audiência no dia 24 de abril no Fórum Criminal da cidade, mas não houve acordo ente os estudantes envolvidos. Uma sindicância foi aberta pela USP, mas o resultado ainda não foi divulgado.  Em maio, a Justiça pediu que a Polícia Civil levantasse mais testemunhas sobre caso, que ainda continua indefinido.


Notícias Relacionadas »