E durante a sessão da Câmara Municipal na tarde da terça-feira um projeto que concedia subvenção de R$ 25.580 à Associação de Capacitação, Orientação e Desenvolvimento do Excepcional (Acorde), acabou provocando uma batalha entre os vereadores da situação e oposição.
Os legisladores que dão apoio ao governo Altomani, reclamaram dos colegas do PT e do PV por estenderem na discussão do projeto e travando a pauta da sessão.
"Foi uma manobra jamais vista na Câmara. Fui oposição, por quatro anos, do governo Newton Lima e um ano e meio de Oswaldo Barba e nunca agi dessa maneira, tentando barrar projetos de suma importância à cidade", disse o presidente da Câmara, vereador Marquinho Amaral.
Por causa dessa batalha verbal um dos projetos que deixou de ser votado, foi o que concedia subvenção ao Núcleo Guardiões do Amor, de R$ 36 mil. Apenas o projeto de subvenção à Acorde foi aprovado.
As demais subvenções ficaram para serem discutidas em uma nova data. "Vamos reunir os vereadores para, quem sabe, convocar uma sessão extraordinária para votar os demais projetos", disse Marquinho.
Durante a sessão também deixaram de ser votados a destinação de recursos da emenda parlamentar do vereador Júlio César (DEM) de R$ 242 mil ao Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) com o objetivo de comprar bomba para captação de água, crédito de R$ 500 mil à Coordenadoria de Artes e Cultura para a realização de festas nos bairros Aracy e Santa Felícia.
O líder da bancada do PT na Câmara, Roselei Françoso, defendeu o partido das acusações. "Nós não barramos nada. O problema é que os processos ficaram parados no governo por sete meses e vêm para a Câmara em regime de urgência. Nós precisamos ter conhecimento do que de fato estamos votando e nós estamos exercendo o direito de vereador, de analisar os projetos com coerência e certeza do que estamos aprovando", observou.
"Não somos contra as entidades, mas precisamos analisar os projetos com cautela. Essa é a função do vereador", completou.