18/04/2013 às 21h50min - Atualizada em 18/04/2013 às 21h50min

Trabalhadores na Eletrolux realizam protesto

CUT promoveu em todo país mobilizações para destravar a pauta de reivindicações entregue em Brasília. Em São Carlos, trabalhadores atrasaram entrada dos turnos

Em ato conjunto realizado pelos sindicatos filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos e Região realizou nesta quinta-feira (18), uma assembleia de mobilização com os trabalhadores na Electrolux, para cobrar do governo federal e do Congresso nacional uma resposta à pauta de reivindicações entregue no dia 6 de março, em Brasília.

Mais de um mês depois da manifestação, que levou  50 mil pessoas às ruas de Brasília, o diálogo com os dois poderes sobre os 11 eixos da agenda de reivindicações pouco avançou. Exceção feita a um decreto firmando compromisso de regulamentar a Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), sobre a negociação coletiva no setor público, o governo ainda não abriu negociações com o movimento sindical.

O presidente do Sindicato, Erick Silva, explicou a importância de cada uma das  reivindicações, e deu destaque maior à redução da jornada de trabalho. " Em São Carlos, no setor metalúrgico, a redução da jornada, sem redução de salário, é praticada apenas na Volkswagen. Não é possível em um país desenvolvido, onde a indústria, o comércio, os serviços e a agricultura avançaram tanto na produtividade, continuar trabalhando 44 horas semanais. É por isso que esse dia foi tirado como o dia de luta da CUT, em defesa das 40 horas semanais, do desenvolvimento com mais e melhores salários, empregos, manutenção e ampliação de direitos", explicou ele.

Nos demais atos realizados pelo Brasil, os sindicatos cutistas de várias categorias, reforçaram a reivindicação de que no dia 1º de Maio o governo respeite o compromisso de apresentar avanços concretos para quem sustenta o Brasil.

Pauta de Reivindicação dos Trabalhadores:

Redução da jornada para 40 horas semanais sem redução de salário

Fim do fator previdenciário

10% do PIB para a educação

Negociação coletiva no setor público

Reforma agrária e política agrícola

10% do orçamento da União para a saúde

Combate à demissão imotivada

Valorização das aposentadorias

Salário igual para trabalho igual

Mais investimento público

Correção da tabela do Imposto de Renda

Não ao PL da terceirização de Sandro Mabel


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