Irregularidades no cemitério Nossa Senhora do Carmo foram denunciados em 2005

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O crime de violação de sepultura e comercialização irregular de sepulturas sem consentimento dos proprietários, que foi denunciado essa semana pela vendedora Solange Maria Dias de 47 anos, não é uma novidade na cidade.

Em 2005 na administração do então prefeito Newton Lima Neto, o chefe de divisão dos cemitérios, P.R.D. foi exonerado após denúncias de irregulares como desvio de verbas arrecadadas com funerais e comércio ilegal de sepulturas.

Na época foi aberta uma investigação por parte da Prefeitura Municipal e pela Polícia Civil. A pessoa envolvida com o escândalo chegou a ser condenado em primeira instância em 2011, por improbidade administrativa representada pelo desvio de recursos públicos e ao ressarcimento integral do dano, assim como a perda dos bens e valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, perda da função pública que estiver exercendo, suspensão dos direitos políticos pelo prazo de oito anos. A reportagem obteve a sentença em primeira instância no site do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Naquela época foi descoberto que nem todo o dinheiro que era arrecadado nos funerais como taxas de sepultamento, uso do velório e exumações, acabava sendo repassado para a Prefeitura Municipal.

A outra prática ilegal era a da comercialização de jazigos com seis carneiras. Na época o Jornal Primeira Página realizou uma série de entrevistas e em um delas foi ouvido um pedreiro do cemitério Nossa Senhora do Carmo.

Esse pedreiro disse que sabia onde havia jazigos prontos para serem comercializados irregularmente. Na época a prefeitura só comercializava jazigos com duas carneiras e não seis como eram oferecidas.

Um dos locais onde havia esses jazigos irregulares era justamente onde aconteceu o caso envolvendo os três filhos da vendedora Solange a ala das crianças. Esses terrenos com seis carneiras eram comercializados por R$ 3 mil na época.

Ligação dos casos – Na quarta-feira (11) o pedreiro que apontou o local onde estavam os corpos das três crianças da vendedora Solange, disse que a troca de túmulos ocorreu na época que o cemitério era administrado pelo ex-chefe P.R.D.

Esse pedreiro que já foi ouvido pela Polícia Civil, disse que a prática descoberta esta semana, era comum ocorrer no cemitério no passado. As investigações deste caso estão sendo realizadas pelos policiais do 1º Distrito Policial da Vila Nery.

 

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