O promotor público Mário José Corrêa de Paula quer saber da Prefeitura de São Carlos os motivos da liberação do Ginásio de Esportes do Jardim Pacaembu para a realização do velório de um integrante do Primeiro Comando da Capital, o PCC, no dia 12 de março.
Na data, houve o falecimento de Ocimar Albano, que segundo a polícia, era integrante da facção criminosa que age dentro e fora dos presídios de São Carlos. Albano, supostamente, foi vítima de overdose.
O delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) comparou o caso de Albano com a morte do policial Marco Aurélio de Santi, que segundo ele, houve uma enorme comoção na cidade, mas não houve homenagens com tanta pompa.
Em entrevista ao Primeira Página do final de semana, Corrêa de Paula disse que o caso chamou a atenção dos mais diversos órgãos de segurança do município. "Ocimar Albano cumpriu condenações, sentenças privativas de liberdade, além disso era indicado por vários relatórios como possivelmente um dos chefes do PCC na cidade, e a liberação de um ginásio para fazer o enterro foi algo que realmente nos estranhou muito pois é um desvirtuamento total de valores", explica o promotor.
O ofício solicita ainda informações sobre quem pediu a liberação da quadra, quem a liberou, qual o interesse público, e se foram tomadas medidas administrativas sobre o caso. "Tanto pela internet quanto por boatos na cidade, escutamos que isso teria sido feito a pedido de um vereador. Isso nos causa ainda mais preocupação: um vereador ligado a pessoas que possivelmente estariam ligados ao crime organizado", afirma Mário de Paula.
A Prefeitura vai se pronunciar apenas após o recebimento do ofício da Justiça.