Uma cidade como São Carlos, que se gaba de bordões como "Cidade da Alta Tecnologia e de Moderna e Humana", ainda peca em questões primárias quando o assunto é a saúde pública.
Na sessão da Câmara Municipal da última terça-feira (29), o vereador Maurício Ortega (PSDB) tornou público um problema que poucos conheciam. O descarte de vacinas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade e às vezes até na própria Vigilância Epidemiológica.
O descarte quando se faz necessário ocorre por causa da falta de energia elétrica nas unidades. As vacinas ficam armazenas em freezers e dependendo do período que a rede elétrica fica inoperante as temperaturas se elevam o que provocam muitas vezes o descarte dessas vacinas.
O vereador revelou que nos últimos cinco meses, ocorreram quatro episódios de falta de energia elétrica. No dia 21 de setembro do ano passado faltou energia na UBS do Azulville. No dia 24 do mesmo mês na UBS da Vila Isabel.
No último dia 10 de dezembro em decorrência da tempestade que atingiu a cidade, houve falta de energia elétrica nas UBS do Botafogo e do Santa Felícia. As doses que não foram afetadas pelo aumento da temperatura foram enviadas em caixas térmicas com gelo para a sede da Vigilância.
Ortega sugeriu que a Secretaria Municipal de Saúde, adquira geradores a diesel para que a falta de energia não prejudique o armazenamento das vacinas. O vereador apresentou a reportagem do SCDN, algumas planilhas com os custos da vacinas que abastecem a rede pública.
Recentemente foram adquiridos lotes de vacinas com preço superior a R$ 30 mil. Ortega fez uma rápida pesquisa de preços de geradores de energia na internet e chegou a conclusão que é mais viável adquirir estes equipamento do perder essas vacinas.